Fecomércio-DF estima 5 mil demissões no DF

Presidente da Federação estima
que, caso as novas restrições se mantenham, 500 empresas fecharão as portas e 5
mil funcionários serão demitidos

Foto Agência Brasil

A
Federação do Comércio do DF (Fecomércio-DF) acredita que o Governo do Distrito
Federal (GDF) conseguirá evitar as novas restrições a serem impostas ao
comércio a partir desta quinta-feira (1º). Na noite de terça-feira (30), a
Justiça Federal determinou que os comércios que reabriram e os setores que
foram retomados nesta semana sejam novamente fechados/suspensos.

 

“Acredito,
como das outras vezes, que o GDF vai conseguir reverter esse fechamento”,
aposta o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire. O mandatário se
baseia na posição do Supremo Tribunal Federal (STF) de dar aos governadores e
prefeitos a autonomia dos estados e municípios — e, neste caso, do Distrito
Federal.

 

“É
uma decisão totalmente absurda. Nós temos o domingo de Páscoa. Com o decreto da
semana passada sinalizando a reabertura dos comércios, as empresas se
estocaram, compraram seus chocolates e estão com os boletos a vencer. Não há
como fazer devolução”, cita Freire.

Embora
esteja otimista quanto à queda da decisão judicial, o presidente da
Fecomércio-DF estima que, caso o GDF não consiga reverter o atual cenário, 500
empresas fecharão as portas e 5 mil funcionários serão demitidos. “Nós já
estamos com cerca de 300 mil desempregados e rapidamente nós vamos para 305
mil.”

A decisão

Na
noite de terça-feira (30), a 3ª Vara Federal Cível do Distrito
Federal publicou a decisão de fechar os comércios que reabriram e os
setores que retomaram atividades na última segunda-feira (29). Basicamente, a
medida determina que tudo deve voltar a ser como era na semana passada, quando
o DF vivia sob lockdown.

 

A decisão é baseada na alta de casos
de covid-19 e na taxa de ocupação de leitos nas redes pública e privada. A
juíza Kátia Balbino definiu que a reabertura só poderá ocorrer quando os leitos
de UTI da rede pública estiverem com ocupação entre 80 e 85%, pelo menos. Além
disso, a fila de pessoas que esperam por um leito tem que cair para menos de
100 cidadãos. Hoje, a lista tem 347 pacientes.

 

Serviços essenciais como supermercados,
lojas de materiais de construção, unidades de saúde e petshops, por exemplo,
continuam autorizados a funcionar. Cultos, missas e celebrações diversas, no
DF, são considerados essenciais e, por isso, também seguem em funcionamento.

 

 

 

 

(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 

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