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Desde que souberam da chance
de Luana ter sido assassinada, familiares e amigos começaram a reivindicar a
reabertura do caso, com mobilização nas redes sociais, e também ampliaram a
acusação daquele que seria o principal suspeito.
Com o mote #JusticiaPorLuanaMelo, perfis foram criados na internet para
tentar chamar a atenção das autoridades argentinas, que resistem em dar ao
homem a acusação devida. O indivíduo que a família acredita que possa ter algum
envolvimento na morte da jovem é o funcionário do prédio onde ela morava e que
tinha acesso a todos os apartamentos do local.
O homem, cujas inicias do
nome são I.U.C., é citado no processo, mas apenas como suspeito de ter furtado
o celular de Luana. O aparelho foi subtraído do apartamento dela no dia da
morte, em 2018. Conforme os registros da empresa de telefonia, ele foi religado
três meses depois em nome de A.U.C., que é irmão do funcionário do prédio.
Esse irmão, no entanto, de
acordo com a investigação, estava fora da Argentina na data da
morte de Luana, o que seria um álibi, diante da suspeita de possível
envolvimento. Por isso, a desconfiança do furto do celular recaiu sobre o
funcionário. Acredita-se que ele tenha furtado e repassado o aparelho ao irmão.
O que embaralha o caso e
gera dúvidas é o fato de que o telefone, conforme a apuração, foi roubado no
período entre a morte de Luana e a chegada da polícia ao local. Além disso, o
resultado de uma nova perícia levantou a hipótese de assassinato, pois
constatou asfixia mecânica e fibrose no coração, como sendo os fatores que a
levaram a óbito.
“Não
queremos, jamais, que alguém inocente seja condenado. Mas não parece este ser o
caso, segundo as evidências das mais de 2,5 mil páginas do processo”, argumenta
Laura Melo, irmã da jovem goiana.
A promotoria que acompanha o
caso já solicitou a ampliação da acusação relacionada ao funcionário I.U.C.,
para constar também a possibilidade de feminicídio no
processo. A Justiça argentina, no entanto, ainda não acolheu a demanda,
alegando que não haveria provas suficientes para tal.
Diante da
negativa, a família tenta dar visibilidade ao caso, inclusive com mobilização
internacional nas redes sociais, envolvendo pessoas e amigos de outros países.
“Precisamos
que o caso ganhe visibilidade e que a Justiça Argentina permita a investigação
do principal suspeito”, resume a irmã.
Para acompanhar as redes e
fortalecer o movimento, que busca esclarecer a história por trás da morte de
Luana Melo, basta seguir @PorLuanaMelo no Instagram e no Twitter.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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