Emanuela Medrades diretora da Precisa depõe na CPI da Covid-19

Emanuela afirmou que os irmãos
Miranda mentiram à CPI ao falar que a invoice foi apresentada em reunião com o
presidente

Foto Jovem Pan

A diretora técnica da Precisa
Medicamentos, Emanuela Medrades, voltou a confrontar as versões apresentadas à
CPI da Covid pelos funcionários do Ministério da Saúde. O servidor Luis Ricardo
Miranda e o consultor técnico William Amorim afirmaram que a Precisa enviou à
pasta no dia 18 de março a primeira invoice da compra da vacina indiana
Covaxin, enquanto que a empresa alega que encaminhou apenas no dia 22 daquele
mês. Em razão disso, questionada pelo senador governista Marcos Rogério
(DEM-RO), Emanuela afirmou que os irmãos Miranda mentiram à CPI ao falar que a
invoice foi apresentada em reunião com o presidente Jair Bolsonaro no dia 20 de
março.

 

Durante depoimento na CPI, Emanuela
desafiou Luis Ricardo e William a comprovarem que receberam o documento no dia
18. O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), exibiu um vídeo em que Emanuela fala,
no dia 23 de março durante audiência no Senado, que encaminhou uma série de
documentos, inclusive a invoice, para o Ministério da Saúde “na quinta-feira
passada”, ou seja, no dia 18.

 

Mesmo assim, Emanuela sustentou a
afirmação de que o documento só foi enviado no dia 22.

 

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues
(Rede-AP), confrontou Emanuela com o vídeo da coletiva em que ministro da
Secretaria-Geral, Onyx Lorenzoni, contesta as declarações dos irmãos Miranda
afirmando que a invoice é do dia 19 de março. Questionada, Emanuela respondeu
que “provavelmente” houve um equívoca por parte do ministro.

 

Diante das diferentes
versões sobre a data da invoice, Renan afirmou que a questão seria secundária,
uma vez que o presidente Jair Bolsonaro já confirmou que conversou sobre o caso
Covaxin na reunião com os irmãos Miranda.

 

 

 

(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br

 

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