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| foto divulgação |
O interior do Estado de Goiás é uma das regiões em que a dificuldade
para que as mulheres consigam vagas em creches é maior do que na capital
Estudo
realizado pelo portal ‘Trocando Fraldas’ com 11.000 mulheres de todo o Brasil, destaca que mais da metade das entrevistadas (56%)
considera improvável o sucesso profissional de mulheres com filhos. Nas
capitais do Sudeste, as mulheres se apresentaram mais pessimistas quanto ao
sucesso profissional unido à maternidade (São Paulo 57,7%, Rio de Janeiro
58,2%, Minas Gerais 57%, Vitória 66,7%). No Centro-Oeste, Mato Grosso do
Sul é a região com percentual relativamente menor (49%) de mulheres que
consideram difícil conciliar o cuidado com os filhos e carreira, se comparado
com os demais estados; Mato Grosso 57% e Goiás, 55%.
Medo de
perder o emprego por conta da gravidez
Faz
parte dos Direitos Trabalhistas no Brasil, o direito à estabilidade, em que a
partir da descoberta da gestação, a mulher não pode ser demitida, e essa
estabilidade é garantida desde o início da gravidez até 120 dias após o
nascimento da criança. Mas ainda assim no Brasil, muitas mulheres sentem-se
‘ameaçadas’ a serem demitidas logo após voltar da licença-maternidade.
A
pesquisa conduzida pelo ‘’Trocando Fraldas’ também aponta que 3 em cada 7 brasileiras têm
ou tiveram medo de perder o emprego devido à gravidez. O medo é maior entre as
mulheres da região Centro-Oeste e Sudeste (43,8%), contra 38,3% da região
Norte. As regiões Fortaleza, Rio de Janeiro, Florianópolis e Palmas são as
únicas capitais em que o medo de engravidar é menor em comparação aos demais
estados.
Após a
chegada do bebê, o estudo mostra que o problema em comum entre as mulheres é
conseguir uma vaga em creche. Em todas as regiões brasileiras, as mulheres
relataram dificuldades para matricular seus filhos, sendo a região Centro-Oeste
com maior dificuldade e a Nordeste, mais fácil de conseguir matrícula. Em
Alagoas, Goiás e Piauí é mais difícil conseguir vaga em creche no interior do
que na capital.
Ser mãe
e ter uma carreira de sucesso
As
esperanças e medos das mulheres quase na mesma proporção demonstram o quanto à
conciliação de carreira e maternidade ainda gera complexidades no Brasil.
Em
2016, em pesquisa realizada pela Rede Mulher Empreendedora, patrocinada pelas
empresas Avon, Facebook e Itaú, com 1.300 mulheres de todo o Brasil, é
destacado que 75% das mulheres decidiu empreender após a maternidade.
Esses
dados de pesquisas recentes comprovam que a mulher brasileira tem desafiado o
contexto e, decidido pelo desempenho dos papeis maternidade e profissional
apesar de todas as dificuldades e preconceitos em uma sociedade
predominantemente dominada pelo público masculino.
Daiana Barasa – Assessora de
Comunicação (11)
98799-8426/Skype: daiana.barasa
