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“E eu continuo Delegado de Polícia Federal”, escreveu,
alfinetando a decisão do governo. Saraiva foi quem apresentou notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) que dá conta
de suposta atuação de Salles para obstruir a investigação que resultou na
apreensão de madeira ilegal, como parte da Operação Handroanthus . Segundo o
requerimento, o então ministro teria praticado três delitos: dificultar a ação
fiscalizadora do poder público no meio ambiente; exercer advocacia
administrativa; e integrar organização criminosa.
O delegado
foi afastado da chefia da Superintendência da PF na Amazônia depois da
denúncia. Ele passou quatro anos na chefia da PF no estado.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu
demissão na tarde desta quarta-feira (23/6) ao presidente Jair Bolsonaro. A medida
foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
Em coletiva, Salles
confirmou o pedido. “Eu vim anunciar que apresentei ao senhor presidente da
República, e ele já aceitou. Foi comunicado o meu pedido de exoneração do cargo
de ministro do Estado do Meio Ambiente”, falou.
Ele ainda agradeceu por ter
sido escolhido por Bolsonaro. “Cargo esse que muito me honrou o convite e que
eu honrei da melhor forma possível ao longo de dois anos e meio, procurando
colocar em prática a orientação que foi dada pelo senhor presidente da
República, Jair Bolsonaro, desde o primeiro dia de governo”, declarou.
Alvo de duas investigações
no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro estava
sob pressão e alegou motivos familiares para deixar o cargo, apesar do respaldo
do Palácio do Planalto.
(Metrópoles)
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