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Os dados foram divulgados nesta
sexta-feira (23) no informativo epidemiológico divulgado no site da pasta. Eles
englobam o período de 3 de janeiro a 10 de abril. A Subsecretaria de Vigilância
à Saúde faz o monitoramento das cepas do vírus causador da dengue. Ao todo,
foram feitas 14 análises laboratoriais para detectar o subtipo do vírus
circulante no DF. Segundo o Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen),
o DenV-1 é o subtipo em circulação na capital federal.
Em 2020, o DenV-1 predominou, sendo
detectado em 92,6% das amostras analisadas, e o Denv-2, em 7,4%. Segundo a
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o vírus da dengue apresenta quatro sorotipos,
em geral, denominados DenV-1, DenV-2, DenV-3 e DenV-4. Esses também são
classificados como arbovírus, ou seja, são normalmente transmitidos por
mosquitos.
No Brasil, os vírus da dengue são
transmitidos pela fêmea do mosquito Aedes aegypti (quando também infectada
pelos vírus) e podem causar tanto a manifestação clássica da doença quanto a
forma considerada hemorrágica.
A Secretaria de Saúde registrou 36
casos de dengue com sinais de alarme. Isso se caracteriza quando o doente
apresenta sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, acúmulo de
líquidos e hipotensão postural ou lipotímia.
Houve registro de dois casos graves e
nenhum óbito. Em 2020, neste mesmo período, foram 17 mortes por dengue
registradas no DF.
A Região de Saúde Norte apresentou o
maior percentual de casos prováveis de dengue este ano. Do total de
notificações, 37,9% foram na região norte do DF (Planaltina e Sobradinho). Em
segundo lugar a Região de Saúde Sudoeste (Taguatinga, Samambaia, Recanto das
Emas, Águas Claras, Vicente Pires e Arniqueira), apresentou 15,3% das
notificações.
Planaltina é a cidade com mais casos
prováveis de dengue, com 727 notificações até o momento. Ceilândia, na Região
Oeste, registrou 403 casos, seguida por Sobradinho com 318 casos. Sobradinho II
e Samambaia registraram, 298 e 183 casos, respectivamente. Juntas, essas cinco
regiões somam 1.929 casos prováveis de dengue, ou 53,7% do total de registros
no DF.
A queda nos indicadores refletem as
ações intensificadas que a Secretaria de Saúde tem feito em todo o DF e,
também, a colaboração de toda a população em manter a vigilância contra
possíveis criadouros do Aedes aegypti.
Somente nos três primeiros meses de
2021, a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) vistoriou 306.279 imóveis no
Distrito Federal. Desse total de casas visitadas, os agentes da Dival
encontraram 26.520 amostras positivas de larvas do mosquito Aedes aegypti.
De acordo com técnicos da Secretaria
de Saúde, para que os números e a incidência continuem caindo, é preciso que
todos façam a sua parte no combate ao mosquito. Enquanto o poder público
trabalha vistoriando as residências e eliminando criadouros, a população deve
colaborar cobrindo as caixas d’água com tampa, colocando terra nos pratos de vasos
de plantas, limpando calhas e fazendo o descarte correto de pneus.
(Agência Brasília) www.jornalaguaslindas.com.br
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