DEM e PSL se fundem e formam o União Brasil

Partido se chamará União Brasil e terá o número 44

Divulgação

DEM e PSL realizam convenção
conjunta nesta quarta
 (6)
para sacramentar um namoro de longa data, e que resultará na fusão entre os
dois partidos. Mas em Goiás a engenharia política desta fusão ainda haverá de
ser melhor esclarecida nos próximos dias. Políticos das duas legendas tiveram
divergências recentes; deve haver disputa por comandos nos diretórios no
interior do Estado. De qualquer forma, é uma sigla que nasce forte em Goiás,
com governador, 82 prefeitos (77 do DEM e cinco do PSL), quatro deputados
federais (dois de cada sigla), sete estaduais (quatro do DEM e três do PSL) e
centenas de vereadores.

 

Esse
números, claro, tendem a mudar tanto no Estado quanto
no País. Com a força que o partido terá, o que impacta no fundo eleitoral e
também no tempo de rádio e TV, novos nomes devem buscar filiação. Pelo
Executivo, com a oficialização. Pelo Legislativo – onde o mandato é do partido
-, na janela partidária.

 

Alguns acertos já estão
garantidos entre DEM e PSL. 
Por
exemplo: já está definido que o presidente nacional do DEM, ACM Neto, será o
secretário-geral da nova legenda. Além disso, Luciano Bivar, presidente
nacional do PSL, seria o líder da sigla. Além disso, a legenda se chamará União Brasil
e o número 44.

 

Nos
Estados, assume quem for governador por uma das siglas. Em Goiás, Ronaldo
Caiado será o líder da nova legenda. Onde não há gestores estaduais ou
municipais, haverá
debates
. Contudo, a discussão aponta para que o comando seja de
deputados federais e prováveis candidatos ao governo do Estado.

 

Oposições
internas a Caiado

Com
a fusão, opositores do governador Ronaldo Caiado (DEM) estarão na mesma sigla.
Os deputados estaduais delegado Humberto Teófilo, Paulo Trabalho e Major Araújo
– todos do PSL – estão entre os críticos do gestor. Na Câmara Federal, Major
Vitor (PSL), inclusive, articula uma pré-candidatura ao governo como oposição a
Caiado em 2022.

 

Nenhum
deles, claro, desconhece a fusão. Na janela partidária, no ano que vem, todos
devem ter a opção de permanecer ou deixar a sigla, o que é mais provável. A
atual presidência do PSL em Goiás não parece ter interesse em expulsão. Então,
caberá a eles a resposta, no momento certo.

 

Conflitos pelo Estado

É
possível, claro, que ocorram outros conflitos, relacionados as bases
coincidentes de deputados estaduais e federais. A disputa por espaço deve
ocorrer em todo o Estado, uma vez que serão quatro deputados federais e sete
estaduais – podendo ou não pleitear a reeleição.

 

O
deputado mais votado de Goiás em 2018 (e 2014), delegado Waldir, por exemplo,
teve confirmações nas urnas espalhadas por todo o Estado. Contudo, 13,72% dos
eleitores de Goiânia destinaram votos a ele: foram 93.287 votos na capital.
Zacharias Calil (DEM), por sua vez, garantiu 12,95% dos votos da capital:
87.991 confirmações de confiança dos goianienses.

 


Zé Mario, do DEM, foi forte em Mineiros, onde teve 48,95% dos votos da cidade
(12.667); enquanto Vitor Hugo pulverizou por diversas cidades – ele teve 31.190
votos em todo o Estado, ocupando a última cadeira por Goiás.

 

 

 

 

(MaisGoiás) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 

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