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“Primeiro, nós somos contra
essa obrigatoriedade [do uso de máscaras]. O Brasil tem muitas leis, e as
pessoas, infelizmente, não observam. O uso de máscaras tem de ser um ato de
conscientização. O benefício é de todos e o compromisso é de cada um”,
sustentou Queiroga na entrevista.
Para o ministro, “não tem
sentido essa multas, não se pode criar uma ‘indústria de multa’. Se está
precisando fazer isso, é porque nós então não estamos sendo eficientes em
conscientizar a população”, completou.
Em junho, o
presidente Jair Bolsonaro (sem partido) havia pedido que Queiroga elaborasse um parecer para desobrigar o uso de
máscaras por pessoas que já tiveram Covid-19 e por vacinados. A “imposição” de Bolsonaro, entretanto, não
surtiu efeito até agora.
Com o
andamento da imunização, alguns países optaram pela dispensa do uso de máscaras
por pessoas vacinadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, pediu
cautela aos governos. Segundo a entidade, a dispensa dos cuidados básicos, como
o uso do item de proteção, só pode acontecer quando não há mais transmissão
comunitária da doença, e isso não depende apenas da vacinação.
O ministro também defendeu a
retomada das aulas presenciais. No início do mês, o
governo assinou uma portaria com diretrizes para a volta das atividades nas
escolas.
Entre as orientações para o
retorno, estão as medidas não farmacológicas já defendidas por médicos e
cientistas, como uso de máscaras e higiene frequente das mãos.
O guia
também prevê ambientes ventilados, escalonamento do horário de entrada e saída
dos alunos, e medição de temperatura. De acordo com o Ministério da Saúde, ao
identificar alunos com sintomas gripais, a escola deve acionar os pais e
responsáveis, e orientá-los para que a criança seja encaminhada a uma unidade
básica de Saúde (UBS).
(Metrópoles)
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