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Declaração do ministro Queiroga contra o uso de máscaras provoca discussões

O ministro da Saúde deu a declaração em entrevista
ao canal bolsonarista Terça Livre, investigado por disseminação de fake news

Foto Rafaela Felicciano

O ministro
da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta quarta-feira (18/8), que é contra a
obrigatoriedade do uso de máscaras. A declaração foi dada em entrevista ao 
Terça Livre, canal investigado por disseminar fake news.

 

“Primeiro, nós somos contra
essa obrigatoriedade [do uso de máscaras]. O Brasil tem muitas leis, e as
pessoas, infelizmente, não observam. O uso de máscaras tem de ser um ato de
conscientização. O benefício é de todos e o compromisso é de cada um”,
sustentou Queiroga na entrevista.

 

Para o ministro, “não tem
sentido essa multas, não se pode criar uma ‘indústria de multa’. Se está
precisando fazer isso, é porque nós então não estamos sendo eficientes em
conscientizar a população”, completou.

 

Em junho, o
presidente Jair Bolsonaro (sem partido) havia pedido que Queiroga 
elaborasse um parecer para desobrigar o uso de
máscaras por pessoas que já tiveram Covid-19 e por vacinados
. A “imposição” de Bolsonaro, entretanto, não
surtiu efeito até agora.

 

Com o
andamento da imunização, alguns países optaram pela dispensa do uso de máscaras
por pessoas vacinadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, pediu
cautela aos governos. Segundo a entidade, a dispensa dos cuidados básicos, como
o uso do item de proteção, só pode acontecer quando não há mais transmissão
comunitária da doença, e isso não depende apenas da vacinação.

 

O ministro também defendeu a
retomada das aulas presenciais. No início do mês, o
governo assinou uma portaria com diretrizes para a volta das atividades nas
escolas
.

 

Entre as orientações para o
retorno, estão as medidas não farmacológicas já defendidas por médicos e
cientistas, como uso de máscaras e higiene frequente das mãos.

 

O guia
também prevê ambientes ventilados, escalonamento do horário de entrada e saída
dos alunos, e medição de temperatura. De acordo com o Ministério da Saúde, ao
identificar alunos com sintomas gripais, a escola deve acionar os pais e
responsáveis, e orientá-los para que a criança seja encaminhada a uma unidade
básica de Saúde (UBS).

 

 

 

(Metrópoles)
www.jornalaguaslindas.com.br

 

 

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