Cresce insatisfação no PPS com a falta de espaço no governo estadual

postado por valdivino de oliveira

Integrantes da executiva do PPS não descartam a possibilidade de não apoiar o candidato da base governista neste ano caso a situação não mude, mas ressaltam que nada foi discutido sobre essa questão até então

Thiago Burigato

Aliado de longa data do governo Marconi Perillo (PSDB), o PPS está cada vez mais insatisfeito com o espaço dedicado ao partido no Executivo estadual. Dirigentes reclamam que a legenda estaria sendo tratada “como só mais um nome na base”.

O PPS e o governo estadual já tiveram problemas quando o secretário de Cultura, Gilvane Felipe, ex-integrante do partido, acusou a legenda de querer tratar a pasta que comandava como um “feudo”. Segundo Gilvane, o PPS queria aparelhar a secretaria com filiados, o que foi motivo de objeção do titular, que temia comprometer o trabalho que vinha realizando.

Após a saída do secretário do partido, que foi para o PSDB, o governador ainda nomeou o presidente da comissão provisória goianiense, Darlan Braz, para a assessoria especial do governo. No entanto, ele não permaneceu por muito tempo no cargo, já que um imbróglio envolvendo o ex-secretário da Fazenda Simão Cirineu provocou uma dança das cadeiras poucas semanas depois e, novamente, o PPS perdeu seu espaço no Executivo.

Integrantes da direção do partido se sentem enganados pelo governador, que teria prometido representatividade da legenda no governo. Porém, nada foi feito nesse sentido.

Membros da executiva do PPS não descartam a possibilidade de não apoiar o candidato da base governista neste ano caso a situação não mude, mas ressaltam que nada foi discutido sobre essa questão até então. “Isso vai depender de uma série de fatores, como por exemplo o nome que for escolhido para disputar a eleição.”

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