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A fala também vem no mesmo dia em que
o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), lê o relatório final, onde o
próprio Bolsonaro é colocado como o principal responsável pela má condução da
pandemia de covid-19 que matou mais de 600 mil brasileiros.
“Como seria bom se aquela CPI tivesse
fazendo algo de produtivo para o nosso país. Tomaram tempo do nosso ministro da
Saúde, servidores, pessoas humildes e empresários”, disse o presidente durante
evento no interior do Ceará. “Nada produziram a não ser ódio e rancor”,
emendou.
Entre os delitos sugeridos por
Calheiros para indiciamento de Bolsonaro estão infrações de medida sanitárias
preventivas, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documento
particular, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação, crimes contra a
humanidade nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos,
violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do
cargo.
Após reunião na casa do senador Tasso
Jereissati (PSDB-CE) na noite de ontem (19) com a cúpula da comissão, Calheiros
decidiu tirar as sugestões de indiciamento do presidente por homicídio e
genocídio.
Ainda em seu discurso, Bolsonaro negou
qualquer responsabilidade e afirmou que “não temos culpa de nada” e que fez” a
coisa certa desde o primeiro momento”. Mesmo assim, o presidente voltou a
defender o tratamento precoce com medicamentos comprovadamente ineficazes
contra a covid-19.
Durante fala de Bolsonaro, apoiadores
gritaram “Renan Vagabundo” e o presidente respondeu: “A voz do povo é a voz de
Deus”. Além de Bolsonaro, Calheiros pediu o indiciamento de outros 67 pessoas,
entre elas o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.
(J.Br)
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