Conselho acata BNDES e tira um galpão do centro de triagem

Decisão
unânime acolhe recomendações do BNDES. Para secretário do Meio Ambiente, isso
permite início das obras em 2017

O conselho
gestor do projeto dos centros de triagem decidiu por unanimidade construir
apenas um centro de triagem em vez de dois e, com isso iniciar imediatamente as
obras. A recomendação foi feita pelo Banco Nacional do Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) por avaliar que não há demanda suficiente de
material reciclável para ser processado nos três galpões previstos pelo projeto
original.

“É um passo
definitivo do BNDES ao aprovar e assinar o contrato para começar as obras ainda
este ano”, afirmou o secretário do Meio Ambiente, André Lima. “Vamos iniciar
com apenas um galpão, fazê-lo funcionar; depois construiremos o segundo galpão
e, com ele, atender 600 catadores ou mais”, informou.

O projeto
inicial previa a construção de três centros de triagem e um de comercialização.
Pelo projeto aprovado hoje serão construídos dois centros de triagem e um de
comercialização.

Os dois
centros de triagem poderão receber 250 catadores por dia em dois turnos. O
centro de comercialização poderá receber 100 catadores por dia.

O conselho
gestor é integrado por representantes do governo e das cooperativas de
catadores de materiais recicláveis. O contrato para o financiamento da
construção é do governo de Brasília com o BNDES. Confira a lista de integrantes

O governador
de Brasília, Rodrigo Rollemberg, anunciou no mês passado que o fechamento do
aterro do Jóquei, conhecimento como lixão da Estrutural, será realizado em 20
de janeiro de 2018. Na ocasião, os trabalhadores assinaram um termo de compromisso
em que se comprometeram a respeitar um cronograma de mudança para os galpões
dos centros de triagem e a registrar com precisão a presença dos trabalhadores
nestes locais.

O governo se
comprometeu a iniciar imediatamente o pagamento do benefício de R$ 360 por mês,
referente ao Programa de Compensação Financeira Temporária, aos membros de
cooperativa que transferirem seus serviços para os centros de triagem.

A região da
Estrutural é utilizada desde a década de 1960 para depósito de lixo. A área,
listada pela Associação Internacional de Resíduos Sólidos como o segundo maior
lixão a céu aberto do mundo, ocupa aproximadamente 200 hectares e fica próximo
ao Parque Nacional de Brasília e a menos de 20 quilômetros da Esplanada dos
Ministérios. É considerada uma irregularidade pela Lei de Crimes Ambientais, de
1998, e pela Política Nacional do Meio Ambiente, de 1981.

O processo de
desativação do lixão da Estrutural começou em 2015, com a criação de um grupo
de trabalho formado por diversos órgãos. Como parte importante do marco, o
governo iniciou a operação, em 17 de janeiro deste ano, do Aterro Sanitário de
Brasília, entre Ceilândia e Samambaia. Ele foi projetado para comportar 8,13
milhões de toneladas de lixo durante a vida útil de aproximadamente 13 anos.

Com
informações da Agência Brasília.

Mais
informações:

E-mail: comunicacaosema@gmail.com

Telefone: (61)
3214 – 5611

(Sema-DF/Foto: Murilo
Lins/redação JAL)

Últimas notícias