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Ao menos quatro estados —
Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais e Paraná — registraram
desabastecimento entre quarta e esta quinta-feira (9/9).
Porém, capitais, como Brasília, Recife, Palmas,
Porto Alegre, Florianópolis, Cuiabá, Campo Grande, entre outras, registraram
movimento acima do normal e, em determinados momentos, longas filas.
O Brasil tem 43 mil postos de combustível. Três bandeiras, Shell
(Raízen), Vibra Energia, ex-BR Distribuidora (Petrobras), e Ipiranga (Ultrapar) controlam 55% dos pontos. O restante
é composto por empresas regionais.
Os principais sindicatos
indicam que não haverá desabastecimento nacional, mas pode haver, pontualmente,
irregularidade na distribuição em alguns estados. Ainda assim, pedem calma na
procura pelo combustível para não acentuar os riscos.
No Espírito Santo, a
situação é inversa. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de
Petróleo do Estado do Espírito Santo (Sindipostos), os bloqueios impactaram o
reabastecimento de postos no interior.
Segundo
a entidade, revendedores que ficaram sem estoque se mobilizaram para repor os
produtos junto aos distribuidores. Já a capital capixaba, Vitória, foi pouco
impactada, Lá, as bases de Tubarão e Vila Velha estão operando normalmente.
“As informações da manhã desta quinta dão conta de que os
manifestantes estão flexibilizando a passagem e liberando alguns caminhões.
Mantendo esse comportamento, a tendência é que o abastecimento se normalize em
um ou dois dias”, frisou, em nota.
Em
Florianópolis, o Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de
Florianópolis (Sindópolis) acredita que o combustível volte a chegar aos postos
da capital catarinense no começo da tarde.
O
sindicato aposta no cumprimento de uma medida judicial obtida ainda na noite de
quarta-feira para o desbloqueio da SC-470, em Biguaçu.
O
mais recente balanço do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de
Petróleo do Litoral Catarinense e Região (Sincombustíveis-SC) mostra que há
seis postos desabastecidos em Itajaí, Blumenau e Joinville. Outros estão com
“fila considerável” no estado.
O
Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo (Minaspetro) garante
que o abastecimento de combustível em Minas Gerais ainda não foi impactado de
forma relevante.
“As operações nas bases distribuidoras, em Betim [Região
Metropolitana de Belo Horizonte], permanecem normalizadas, e até o momento a
situação não preocupa”, afirmou, em nota.
A
entidade pediu que a população evite corrida desnecessária aos postos
revendedores, pois a “abrupta e inesperada alta na demanda” pode causar baixa
momentânea no estoque.
O
Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro-SP)
afirma que, no momento, não existe desabastecimento.
“Houve
uma pequena corrida dos consumidores e falta eventual em alguns postos”,
informou resumidamente a entidade.
Em
entrevista ao Metrópoles, o presidente do Sindicato do Comércio
Varejista (Sindicombustíveis-DF),
Paulo Tavares, descarta o risco de desabastecimento.
Segundo
ele, no caso da capital federal, não há obstrução na BR-040 e na BR-060, por
onde chega o etanol anidro, um composto da gasolina.
“A falta dele traria problemas. O etanol anidro é
misturado e compõe a gasolina em 27%. Para Brasília e Goiânia, a gasolina vem
através de dutos. A gasolina precisa ser acrescentada ao etanol anidro. Em
2018, na greve passada, ele faltou”, explicou.
Paulo
Tavares destaca que a cidade já recebeu o produto na manhã desta quinta-feira.
“Tivemos uma carga menor que o normal [na quarta-feira] e pode aumentar o
preço. Os estoques das distribuidoras duram por, pelo menos, uma semana. Não há
necessidade de corrida aos postos”, concluiu.
Pelo
segundo dia consecutivo, caminhoneiros bolsonaristas fazem protestos e impedem
a passagem de caminhões de carga, o que gerou apreensão sobre a possibilidade
de falhas na distribuição de produtos.
As
manifestações começaram no feriado da Independência (7/9) e
partiram para bloqueios de rodovias na noite de quarta (8/9).
Pelo
país, os protestos de caminhoneiros seguem em 14 estados. Em cinco, há vias
bloqueadas, segundo o Ministério da Infraestrutura.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registra interdições na
Bahia, no Maranhão, em Minas Gerais, em Mato Grosso do Sul e em Santa Cataria.
O presidente Jair Bolsonaro (sem
partido) tenta negociar com os caminhoneiros para pôr fim ao
movimento.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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