Centro-Oeste é a mais otimista em relação à diminuição do desemprego 2021

Região
está também entre as mais otimistas sobre a melhoria das finanças pessoais e da
família ainda este ano, revela pesquisa Radar Febraban

Foto P M Embu das Artes

A crise econômica potencializada pela pandemia da
Covid-19 tem deixado os brasileiros apreensivos, principalmente em relação à
situação econômica. Mas os moradores da região Centro-Oeste ainda estão entre
os mais otimistas do país quando o assunto é desemprego e melhoria das finanças
pessoais e familiares.

 

A conclusão é baseada nos números da segunda edição
do RADAR FEBRABAN, divulgada hoje (14.07). Segundo o levantamento, a região
Centro-Oeste é a que mais acredita que o desemprego vai diminuir este ano, com
26% das respostas (a média geral do país é de 22%). Os que acreditam, porém,
que o desemprego vai aumentar em 2021 correspondem ainda ao maior percentual
(45% no Centro-Oeste, 52% na média nacional). Outro aspecto em que o
Centro-Oeste demonstra mais otimismo do que a média é em relação à recuperação
das finanças pessoais e da família ainda este ano. Isso deve ocorrer para 29%
da população (somente os moradores da região Norte estão tão otimistas assim
com a perspectiva de mudança no âmbito pessoal; a média nacional é de apenas
23%).

 

Em contrapartida, são os que mais responderam que o
poder de compra da população vai diminuir, com 51% do percentual, empatando
apenas com a região Sul (a média nacional é de 48%).

Realizada
no período de 18 a 25 de junho, a segunda edição do RADAR FEBRABAN também
detectou que, embora os prognósticos desfavoráveis permaneçam, houve melhoria
da percepção sobre todos os aspectos econômicos avaliados em março, quando
ocorreu a edição anterior da pesquisa.

 

Com
relação à expectativa do uso de eventuais sobras do orçamento, os moradores do
Centro-Oeste ainda preferem aplicar na poupança (33%), viajar ou aplicar em
outros investimentos bancários (25% para ambas as opções). A população da
região é a que menos quer investir na reforma da casa (13%) ou melhorar o plano
de saúde (11%, empatando com a região Sul), bem como investir em seguro (carro,
casa, vida e outros), com apenas 8% das respostas.

A avaliação sobre as contribuições das instituições financeiras para o país e a
população no Centro-Oeste é positiva. 51% dos entrevistados acham que os bancos
contribuem positivamente para o desenvolvimento da economia brasileira; outros
44% avaliam como positiva a contribuição dos bancos para ajudar o país, a população
e seus clientes a enfrentarem a crise da Covid-19.

 

“Embora
mostrem que ainda é grande o sentimento de pessimismo com relação à evolução da
economia nos próximos meses, os números dessa edição do RADAR FEBRABAN também
revelam aumento substancial das expectativas positivas no que toca a alguns
aspectos centrais, destacando-se o desemprego, que saiu de 12% para 22% de
percentual entre os que acreditam que vai diminuir, e o poder de compra das pessoas,
que aumentou de 16% para 25%. Embora o contingente mais otimista ainda seja
minoritário, o movimento – mais acentuado na faixa de maior instrução – sugere
que o avanço da vacinação e dos sinais objetivos da retomada da economia
impulsionarão a partir de agora as expectativas positivas”, aponta o cientista
político e sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do
Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), responsável
pela pesquisa.

 

A pesquisa
Febraban Ipespe, foi lançada em junho de 2020 com objetivo de se tornar uma
fonte de informações sobre as perspectivas da sociedade e o potencial impacto
econômico-financeiro, ouvindo a população e estimulando o debate em diversos
setores. Com periodicidade trimestral, a iniciativa é parte de uma série de
medidas da Febraban para ampliar a aproximação dos bancos com a população e a
economia real, de forma cada vez mais transparente.

 

A
FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos – é a principal entidade
representativa do setor bancário brasileiro. Fundada em 1967, na cidade de São
Paulo, é uma associação sem fins lucrativos que tem o compromisso de fortalecer
o sistema financeiro e suas relações com a sociedade e contribuir para o
desenvolvimento econômico, social e sustentável do País.

 

O quadro
associativo da entidade conta com 117 instituições financeiras associadas, as
quais representam 98,8% dos ativos totais e 96,6% do patrimônio líquido das
instituições bancárias brasileiras.

 

O
Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), fundado em
1986, é uma das instituições mais respeitadas do Brasil no setor de pesquisas
de mercado e opinião pública. E conta com um conselho científico formado por
especialistas de diversas áreas, o qual é presidido por Antonio Lavareda,
mestre em sociologia e doutor em ciência política.

 

Tem
equipes operacionais e consultores em todos os estados do País e atuação em
âmbito nacional e internacional, sempre atualizado com o que há de mais
inovador em técnicas e sistemas de pesquisas. A experiência, o rigor técnico e
a agilidade do Ipespe têm se transformado em ferramentas fundamentais para que
empresas privadas, governos e organizações possam conhecer melhor o seu público
e o mercado.

 

 

 

 

(HE) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 

Últimas notícias