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| foto reprodução |
Apontado
como cafetão em um inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal, João Wilson
Costa Sampaio tentou se lançar na política em 2016, quando foi candidato ao
cargo de vereador em Porto Alegre pelo Partido Social Cristão (PSC). Sampaio é
investigado por integrar uma rede de exploração sexual que
atua no Rio Grande do Sul e na capital da República.
Interceptações
telefônicas autorizadas judicialmente revelaram que ele também age como
lobista, com livre trânsito no Congresso Nacional. De acordo com o inquérito,
Sampaio “usa garotas de programa como ‘cartão de apresentação’ para tratar de
assuntos diversos com políticos”, e manteve proximidade com o senador Ivo Cassol (PR-RO) e os colegas de partido e deputados
Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSC-SP).
Nos primeiros meses de 2016, enquanto era
monitorado por agentes da 3ª DP (Cruzeiro), o cafetão entrou em contato com
políticos e funcionários deles para defender o projeto de lei que regulamentava
a fosfoetanolamina, popularmente conhecida como pílula do câncer.
Naquele período, as visitas à Câmara e ao Senado
foram frequentes. Sampaio chegou a postar uma série de fotos ao lado de
políticos em sua conta no Facebook. A proximidade ao poder o fez sonhar com um
cargo eletivo. Quando concorreu a uma vaga de vereador na capital gaúcha em
outubro de 2016, uma das principais bandeiras do cafetão era o tratamento a
doentes com câncer. Na disputa do ano passado, ele obteve 300 votos, mas não
conseguiu se eleger.
Agora, ante a investigação da Polícia Civil do DF o
PSC abriu processo disciplinar contra o agenciador de garotas de programa.
Segundo a sigla, ele poderá ser expulso da legenda.
(Metrópoles/redação JAL)
