Brasilienses têm dificuldade em cumprir toque de recolher

Quem trabalha à noite acha complicado cumprir
horário estabelecido pelo GDF para deixar as ruas: multa por descumprimento é
de R$ 2 mil

Foto Gustavo Moreno

Brasilienses
continuaram circulando pela capital do país na primeira noite do 
toque de recolher decretado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) que entrou em vigor às 22h de ontem e visa
reduzir o número de infecções por 
Covid-19.

 Na
Rodoviária do Plano Piloto, mesmo uma hora depois do prazo estipulado para a
restrição de circulação, muitos trabalhadores ainda esperavam o transporte para
chegar em casa. Entre eles, Everson Sousa, 23 anos, que trabalha em um
supermercado da Asa Norte.

Para
Everson, as medidas restritivas prejudicaram os trabalhadores. “Sei que em
algumas partes as medidas são necessárias, mas elas também prejudicam quem tem
emprego”, concluiu.

No mesmo sentido, os vendedores de balinha Jefferson
Luís, 26 anos, e Luís Fernando Silva, 23, terão dificuldade em cumprir o toque
de recolher. “Hoje demos sorte e vendemos tudo antes das 21h, mas tem dia que
precisamos vender no Corujão [ônibus que circula na madrugada]”, explica
Jefferson Luís. Os dois moram em Valparaíso (GO).


por volta das 23h as ruas começaram a ficar, de fato, vazias.

Mesmo
os motoristas continuavam nas vias logo depois das 22h. Na Esplanada dos
Ministérios e na Ponte JK, o movimento no horário limite era semelhante ao de
dias de semana comuns. No Eixão Norte, contudo, o fluxo de veículos estava
bastante reduzido já às 22h.

Não
só pedestres foram advertidos por policiais militares sobre a necessidade de se
cumprir o toque de recolher em todo o DF. A 
Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) montou blitz
na Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e na Estrutural para orientar os motoristas
brasilienses.

“A
PM começou a abordar condutores nas vias de maior fluxo de veículos, de forma
educativa, orientando para que as pessoas fiquem em casa para evitar a
transmissão da Covid-19”, explicou a capitã Debora Fayad, comandante da
operação.

Conforme
noticiado pela coluna 
Grande Angular, após
decretar o toque de recolher, o governador 
Ibaneis Rocha (MDB) disse
que “não deveríamos chegar a este ponto, mas é a única forma de combater o
avanço da doença entre nós, principalmente evitando aglomerações”. As
declarações foram publicadas no Twitter do chefe do Executivo distrital, na
tarde desta segunda-feira (8/3).

Mais
cedo, Ibaneis proibiu a circulação de pessoas das 22h às 5h, até o dia 22 de
março. A exceção é para quem precisa de atendimento de saúde emergencial ou
para aqueles que necessitem comprar medicamentos em farmácias. Serviços de 
delivery podem funcionar até as 23h, mas
os pedidos só podem ser aceitos até 22h.

“Todos os estabelecimentos deverão fechar as portas às
22h, com exceção de hospitais, clínicas médicas e veterinárias, farmácias,
postos de gasolina e funerárias. 
Esse é um ato que visa
proteger a saúde pública contra perigo grave e iminente
. Conto com a
colaboração de todos”, pontuou Ibaneis.

O
governador anunciou que vai instalar, nesta semana, mais 50 unidades de terapia
intensiva (UTIs) para tratamento contra a Covid-19: “Mas a situação ainda é
crítica. Por isso, decretei toque de recolher que passa a valer a partir das
22h de hoje. Todos devem permanecer em suas casas das 22h às 5h em todo o
território do DF”.

 

 

(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br

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