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“Eu tenho vontade, já tenho
vontade de privatizar a Petrobras, tenho vontade. Vou ver com a equipe
econômica o que a gente pode fazer, porque o que acontece: eu não posso, não é
controlar, eu não posso melhor direcionar o preço do combustível, mas quando
aumenta a culpa é minha”, disse o chefe do Executivo nacional em entrevista à
rádio Novas de Paz, de Recife (PE).
O mandatário reclamou ainda
de ser responsabilizado pelo aumento no preço do botijão do Gás Liquefeito de
Petróleo (GLP), o gás de cozinha,
e lembrou que zerou o imposto federal
incidente sobre o produto.
“Aumenta o gás de cozinha, a culpa é minha, apesar de ter
zerado imposto federal, coisa que não acontece aí por parte de muitos
governadores”, continuou.
A privatização da Petrobras
é defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O
presidente, no entanto, dá sinais mistos em torno do tema. Durante os anos em
que foi deputado federal, Bolsonaro tinha um perfil intervencionista e tratava
a Petrobras como empresa estratégica para o setor energético, defendendo que a
estatal ficasse sob responsabilidade do governo.
Quando se lançou à
Presidência da República, em 2018, aconselhado por economistas de perfil
liberal, Bolsonaro passou a admitir a possibilidade de privatização da
petroleira, mas não chegou a encampar abertamente a medida. Já no Planalto,
deixou claro que o núcleo duro da Petrobras não seria privatizado. Apesar
disso, ocorreram vendas de ativos e de empresas subsidiárias, as quais foram
celebradas pelo mandatário do país.
No início do governo,
Bolsonaro indicou para a presidência da estatal o economista Roberto Castello Branco,
defensor da privatização da companhia.
Embora tenha dito que não
iria interferir na petroleira, Bolsonaro criticou aspectos da política de
preços da estatal e fez mudanças no comando da companhia em fevereiro deste
ano, o que levou as ações da empresa a despencarem mais de 6%. A presidência da
Petrobras foi para as mãos do
general Joaquim Silva e Luna.
Mudança em ICMS sobre combustíveis
Para
reduzir o preço dos combustíveis no Brasil, o governo federal defende mudança
no cálculo do ICMS (imposto estadual/distrital). A Câmara aprovou nessa
quarta-feira (13/10) o texto-base do projeto, proposto pelo
Executivo. O texto, que ainda precisa ser analisado pelo Senado Federa,
enfrenta resistências de governadores, que temem queda na arrecadação.
A
ideia do projeto é que o imposto incida sobre o preço médio dos combustíveis
nos últimos dois anos – e não dos últimos 15 dias, como é hoje. Além disso, a
alíquota corresponderia ao aplicável em 31 de dezembro do exercício
imediatamente anterior.
De
acordo com cálculos da Federação Brasileira de
Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), a proposta
defendida por Lira derrubaria a arrecadação de estados e municípios em R$ 24,1
bilhões por ano.
Segundo
a estimativa da Febrafite, a nova metodologia causaria perdas de R$ 12,7
bilhões em impostos cobrados sobre a gasolina, R$ 7,4 bilhões sobre o diesel e
R$ 4 bilhões sobre o etanol.
(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br
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