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“Se você fala em tratamento
precoce, ou agora, se você fala, por exemplo, que gostaria de ter o voto
impresso e não apenas eleições informatizadas, você tem tua página derrubada e
desmonetizada. É um Brasil avançando, por parte de poucas pessoas de um poder,
rumo à censura e àquilo que não queremos: o cerceamento da nossa liberdade de
expressão”, declarou Bolsonaro.
O chefe do Executivo federal
ainda criticou prisões recentemente ordenadas pelo STF; entre elas, a do deputado federal Daniel
Silveira (PSL-RJ), que responde por ameaças feitas nas redes sociais
contra a Suprema Corte; a do presidente do PTB, Roberto Jefferson, por
suposta participação em uma organização criminosa para atacar a democracia; e a
do blogueiro Oswaldo Eustáquio,
por propagação de fake news.
“Época
de caça às bruxas? Não vale mais a liberdade de expressão? Um parlamentar é
inviolável por qualquer opinião, você não pode prender um deputado federal. Foi
preso e continua preso até hoje. Mesma coisa um jornalista e blogueiro, que
continua preso. Temos agora um presidente de partido”, relembrou o mandatário.
“Críticas todos nós
sofremos. A gente vai fazer o quê? Prender? Se achar que a crítica está
exagerada, entra na Justiça. Um ministro do STF mandar prender não é justo. A
crítica, por pior que seja, tem que tolerar. A liberdade de expressão é ampla e
garantida a todos nós. Seria muito mais cômodo e fácil pra mim me omitir ou
ficar do outro lado”, questionou.
ainda
continua, dizendo: “Não podemos aceitar passivamente isso, dizendo: ‘Ah, não é
comigo’. Vão bater na tua porta!”.
Ação no STF
Na
quinta-feira (23/8), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entrou
com ação no Supremo Tribunal
Federal (STF) para tentar suspender um artigo do regimento
interno da Corte. O dispositivo permite a abertura de investigação sem o aval
da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A
medida, entregue na quinta-feira (19/8), pede que o artigo 43 do regimento seja
suspenso liminarmente, até julgamento do tema pelos ministros da Corte.
A
possibilidade foi o que permitiu a abertura do Inquérito das
Fake News, no qual Bolsonaro passou a ser investigado. Para a
Advocacia-Geral da União (AGU), o artigo usado pelos ministros fere “preceitos
fundamentais” da Constituição.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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