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Especialistas em segurança pública, no
entanto, são contrários ao armamento de civis e consideram a medida
contraproducente no combate à violência. Nesta terça-feira, 12, o arcebispo de
Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, afirmou durante missa em louvor à
Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, que “pátria amada não pode ser
pátria armada”.
Em Miracatu, Bolsonaro disse que a
fala teria sido feita no dia 11, culpou a imprensa pela repercussão e respondeu
ao religioso: “respeito os bispos, respeito a todos que tenham posição
diferente da minha. Não é porque quando eu não quero uma coisa, eu acho que
ninguém pode ter o direito de querer. Nós devemos nos preocupar com a nossa
liberdade”.
Durante o evento, Bolsonaro ainda
reforçou críticas ao julgamento do marco temporal, hoje suspenso no STF;
repetiu que o governo não tem casos de corrupção, sem citar os escândalos
suspeitos expostos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid;
voltou a jogar a atual crise econômica no colo de governadores que tomaram
medidas de contenção do coronavírus e a alta dos combustíveis na incidência do
ICMS, um imposto estadual
“Reconhecemos o preço alto para poder
aquisitivo de vocês, mas quando se fala de gasolina e álcool, veja o quanto seu
governador está cobrando de ICMS, em especial o de São Paulo, que aumentou ICMS
em plena pandemia”, declarou o presidente, em nova crítica ao governador
paulista, João Doria (PSDB), pré-candidato à Presidência, sem considerar o
efeito do dólar nas alturas – com forte componente de instabilidade política.
Governadores como Doria, no entanto,
comumente defendem nas redes sociais que o ICMS não teve a alíquota porcentual
alterada nos últimos anos. Ainda assim, o governo, com apoio do presidente da
Câmara, Arthur Lira (PP-AL), quer alterar a incidência do ICMS sobre os
combustíveis, o que deve impactar o caixa dos Estados.
Bolsonaro ainda voltou a insuflar uma
possível candidatura do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, em
2022. “Se vocês querem Tarcísio na política, peçam por ele”, declarou. O
presidente quer Tarcísio como candidato ao governo de São Paulo, mas o chefe da
Infraestrutura prefere se lançar ao Senado, possivelmente em Goiás.
(Estadão) www.jornalaguaslindas.com.br
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