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De
acordo com as investigações, o servidor caminhava quando percebeu que o menor
se preparava para assaltar uma mulher que carregava uma bolsa. O policial penal
deu voz de prisão ao adolescente, que reagiu. Os dois entraram em luta
corporal. O garoto sacou uma faca e desferiu vários golpes contra o servidor do
sistema penitenciário.
Logo em seguida, Araújo tentou escapar, mas foi
perseguido pelo adolescente, que desferiu mais golpes de faca em suas costas. O
menor fugiu enquanto o policial penal ficou entre a vida e a morte. Policiais
civis identificaram o garoto e foram até a casa dele. Flagraram a mãe do menino
lavando as roupas do filho, ainda sujas de sangue.
Em
depoimento prestado na Delegacia da Criança e do Adolescente
II (DCA II), a mãe do adolescente afirmou que ele teria dito que
achou uma faca no chão quando foi agarrado pelo policial penal, e que se
defendeu esfaqueando o homem. Investigadores e vítima contestam essa versão,
ressaltando que o menor já estava armado com a faca quando pretendia cometer o
assalto.
O
presidente do Sindicato dos Policiais Penais do DF (Sindpol), Paulo Rogério, afirmou que a entidade acompanha
o caso de perto e irá se esforçar para que o crime não fique impune. “Ficamos
impressionados com a violência dessa tentativa de homicídio, em que o policial
foi brutalmente esfaqueado e deixado no local para morrer. É incompreensível
que o autor esteja fora de um centro de internação”, disse.
(Metrópoles)
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