Acusado de matar pai e filho no Jardim Botânico é transferido para a Papuda

Roney Ramalho Sereno, acusado de matar os
vizinhos Anderson Aguiar, 49 anos, e o filho Rafael Aguiar, de 21, na última
sexta-feira (8), no Condomínio Estância Quintas da Alvorada, no Jardim
Botânico, foi transferido na manhã desta terça-feira (12) para o Complexo
Penitenciário da Papuda. Ele estava preso desde o dia do crime no Departamento
de Polícia Especializada (DPE).

No domingo
(10), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) converteu a prisão em
flagrante do segurança do Ministério Público Federal para preventiva. De acordo
com a decisão da magistrada Luana Lopes Silva, tomada em audiência de custódia
na tarde deste domingo (10), “o caso se reveste de especial gravidade porque o
autuado praticou dois homicídios, contra pai e filho, seus vizinhos há alguns
anos, havendo notícia de que teriam sido realizados cerca de 7 ou 8 disparos de
arma de fogo, de modo que tudo indica a crueldade e frieza do acusado na
prática do delito, assemelhando-se a hipótese a uma execução”.

Uma discussão entre pai, filho e vizinho teve um
final trágico na noite dessa sexta-feira (8), no condomínio Estância Quinta da
Alvorada, no Jardim Botânico. Depois do bate-boca, por volta das 23h45, o
vizinho sacou uma arma e disparou contra o pai e o filho.

O pai, Anderson Ferreira de Aguiar, de 49 anos,
morreu na hora. O filho, Rafael Macedo de Aguiar, de 21, chegou a ser socorrido
pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu a caminho do hospital. Segundo a Polícia
Militar, o jovem foi atingido na cabeça.

Ainda de
acordo com a PM, dentro da casa do agressor, na quadra 2 conjunto 7 da Região
Administrativa, foram encontrados um revólver, uma pistola, uma espingarda e
mais de 30 mil munições. A esposa do suspeito de 43 anos, que presenciou o
crime, informou aos policiais que seu marido tinha pulado o muro dos fundos da
casa e fugido.

Na sequência,
o homem foi encontrado por policiais do 21º Batalhão em um bar próximo de sua
residência. Ele foi preso em flagrante e conduzido para a 6ª Delegacia de
Polícia (Paranoá).

A principal suspeita é que o crime tenha
sido motivado por uma discussão iniciada há quatro anos, quando o autor
instalou uma lixeira muito próximo da divisa da casa dos vizinhos.

(Metrópoles/Foto reprodução/redação
JAL)

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