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Túlio Silveira está munido de um
habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal
(STF), que lhe permite ficar em silêncio diante de perguntas que possam
incriminá-lo. Desta forma, o advogado tem se calado sobre questões referentes
ao contrato de compra da Covaxin, alvo da CPI.
O relator Renan Calheiros (MDB-AL) tem
perguntado sobre a relação entre a Precisa Medicamentos e outras empresas que
receberiam o pagamento por parte do governo federal, e Túlio segue em silêncio.
O advogado disse logo no início do depoimento que evitaria dar respostas que
possam revelar informações sigilosas relacionadas à Precisa.
Túlio era um depoente
considerado importante pelos senadores para falar da relação entre o governo
federal e a Precisa Medicamentos. O Ministério da Saúde chegou a assinar
contrato de aquisição do imunizante, que custaria 11 dólares, valor acima das
demais vacinas hoje usadas no Brasil. Também não é comum fazer acertos com
intermediadores, como é a Precisa neste caso. Com a AstraZeneca e a Coronavac,
por exemplo, as compras se deram diretamente com os fabricantes.
(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br
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