Advogado Túlio Silveira se mantém calado sobre contrato da Covaxin

Túlio Silveira pode ficar em
silêncio quando for perguntado sobre algo que possa incriminá-lo

Foto Pedro França

O advogado Túlio Silveira, que
representa a Precisa Medicamentos juridicamente, depõe à CPI da Pandemia nesta
quarta-feira (18). Túlio se mantém em silêncio diante das perguntas sobre o
contrato entre a empresa e o Ministério da Saúde para a compra da vacina
Covaxin.

 

Túlio Silveira está munido de um
habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal
(STF), que lhe permite ficar em silêncio diante de perguntas que possam
incriminá-lo. Desta forma, o advogado tem se calado sobre questões referentes
ao contrato de compra da Covaxin, alvo da CPI.

 

O relator Renan Calheiros (MDB-AL) tem
perguntado sobre a relação entre a Precisa Medicamentos e outras empresas que
receberiam o pagamento por parte do governo federal, e Túlio segue em silêncio.
O advogado disse logo no início do depoimento que evitaria dar respostas que
possam revelar informações sigilosas relacionadas à Precisa.

 

Túlio era um depoente
considerado importante pelos senadores para falar da relação entre o governo
federal e a Precisa Medicamentos. O Ministério da Saúde chegou a assinar
contrato de aquisição do imunizante, que custaria 11 dólares, valor acima das
demais vacinas hoje usadas no Brasil. Também não é comum fazer acertos com
intermediadores, como é a Precisa neste caso. Com a AstraZeneca e a Coronavac,
por exemplo, as compras se deram diretamente com os fabricantes.

 

 

 

(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br

 

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