7 de setembro e as repercussões internacionais

Discurso de Bolsonaro e
breve detenção de americano repercutem na imprensa internacional

Foto: Marcos Corrêa

As manifestações a favor do
governo de Jair Bolsonaro nesta terça-feira (7) repercutiram na imprensa
internacional. Os principais jornais e agências de notícias do mundo destacaram
frases ditas pelo presidente durante os atos na Esplanada dos Ministérios, em
Brasília, e na Avenida Paulista, em São Paulo, levantando preocupações sobre
uma crise institucional no Brasil. A breve detenção de um ex-assessor do
ex-presidente americano Donald Trump também ganhou espaço na cobertura
internacional, especialmente nos Estados Unidos.

 

O Wall Street Journal
destacou que as as manifestações mostraram a força do líder de direita antes
das eleições presidenciais de 2022. O jornal americano ressaltou também que os
manifestantes pediram prisão de comunistas, fechamento do Congresso e que
criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Ao noticiar os atos em favor
do governo, a Reuters enfatizou as críticas do presidente ao STF e ao sistema
de votação eletrônico, afirmando que Bolsonaro “lançou dúvidas sobre a
integridade das eleições do ano que vem”.

 

A agência de notícias disse
ainda que a presença de manifestantes foi “muito aquém” do que havia previsto o
Palácio do Planalto, mas disse que a participação de dezenas de milhares de
pessoas “talvez tenha sido o suficiente para encorajar o presidente em seu
impasse com o judiciário e o Congresso”.

 

O jornal americano
Washington Post, de viés progressista, destacou que o presidente Jair Bolsonaro
aumentou os ataques ao STF e ameaçou “mergulhar o país em uma crise
institucional” ao dizer que não cumprirá ordens judiciais do ministro
Alexandre de Moraes e que para ele há apenas três opções: “ser preso, morto ou
vitorioso”. A publicação salientou também que dezenas de milhares de apoiadores
do presidente Jair Bolsonaro participaram dos atos desta terça-feira, mas
depois citou que o número estimado pelas autoridades do estado de São Paulo
para o ato na Avenida Paulista foi inferior ao que esperava o presidente.

 

Outro jornal progressista, o
The Guardian relatou que, apesar de milhares de apoiadores nas ruas, as
pesquisas de opinião indicam que a presidência de Bolsonaro “está saindo dos
trilhos” e que sua chance de reeleição é pequena. A publicação britânica
salientou que os atos pró-governo defenderam a intervenção militar e pregaram
atos violentos contra autoridades do STF e instituições. Também chamou a
retórica do presidente de “caótica e radical”.

 

Na América do Sul, os
jornais argentinos La Nación, Clarín e Infobae ressaltaram o discurso de
Bolsonaro, trazendo para as manchetes a frase em que o presidente diz que
“apenas Deus” vai tirá-lo da presidência. O jornal peruano El Comercio, por sua
vez, salientou as críticas do presidente ao sistema eleitoral brasileiro.

 

A breve detenção do
americano Jason Miller em um aeroporto em Brasília nesta terça-feira (7) também
repercutiu em meios de comunicação americanos. Miller, ex-assessor de Donald
Trump e fundador da rede social Gettr, estava no Brasil para participar da
Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC na sigla em inglês).

 

De acordo com Fox News e
Washington Post, ele foi brevemente detido pela Polícia Federal para questionamento
como parte do inquérito dos atos antidemocráticos, por ordem de Moraes. A CNN,
o New York Post, a Reuters e outros veículos também relataram o caso.

 

Os jornais ainda informaram
que, ao contrário do que muitos estavam prevendo, não houve violência durante
as manifestações pró-governo.

 

 

 

(Gazeta do Povo) www.jornalaguaslindas.com.br

 

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