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O Wall Street Journal
destacou que as as manifestações mostraram a força do líder de direita antes
das eleições presidenciais de 2022. O jornal americano ressaltou também que os
manifestantes pediram prisão de comunistas, fechamento do Congresso e que
criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao noticiar os atos em favor
do governo, a Reuters enfatizou as críticas do presidente ao STF e ao sistema
de votação eletrônico, afirmando que Bolsonaro “lançou dúvidas sobre a
integridade das eleições do ano que vem”.
A agência de notícias disse
ainda que a presença de manifestantes foi “muito aquém” do que havia previsto o
Palácio do Planalto, mas disse que a participação de dezenas de milhares de
pessoas “talvez tenha sido o suficiente para encorajar o presidente em seu
impasse com o judiciário e o Congresso”.
O jornal americano
Washington Post, de viés progressista, destacou que o presidente Jair Bolsonaro
aumentou os ataques ao STF e ameaçou “mergulhar o país em uma crise
institucional” ao dizer que não cumprirá ordens judiciais do ministro
Alexandre de Moraes e que para ele há apenas três opções: “ser preso, morto ou
vitorioso”. A publicação salientou também que dezenas de milhares de apoiadores
do presidente Jair Bolsonaro participaram dos atos desta terça-feira, mas
depois citou que o número estimado pelas autoridades do estado de São Paulo
para o ato na Avenida Paulista foi inferior ao que esperava o presidente.
Outro jornal progressista, o
The Guardian relatou que, apesar de milhares de apoiadores nas ruas, as
pesquisas de opinião indicam que a presidência de Bolsonaro “está saindo dos
trilhos” e que sua chance de reeleição é pequena. A publicação britânica
salientou que os atos pró-governo defenderam a intervenção militar e pregaram
atos violentos contra autoridades do STF e instituições. Também chamou a
retórica do presidente de “caótica e radical”.
Na América do Sul, os
jornais argentinos La Nación, Clarín e Infobae ressaltaram o discurso de
Bolsonaro, trazendo para as manchetes a frase em que o presidente diz que
“apenas Deus” vai tirá-lo da presidência. O jornal peruano El Comercio, por sua
vez, salientou as críticas do presidente ao sistema eleitoral brasileiro.
A breve detenção do
americano Jason Miller em um aeroporto em Brasília nesta terça-feira (7) também
repercutiu em meios de comunicação americanos. Miller, ex-assessor de Donald
Trump e fundador da rede social Gettr, estava no Brasil para participar da
Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC na sigla em inglês).
De acordo com Fox News e
Washington Post, ele foi brevemente detido pela Polícia Federal para questionamento
como parte do inquérito dos atos antidemocráticos, por ordem de Moraes. A CNN,
o New York Post, a Reuters e outros veículos também relataram o caso.
Os jornais ainda informaram
que, ao contrário do que muitos estavam prevendo, não houve violência durante
as manifestações pró-governo.
(Gazeta do Povo) www.jornalaguaslindas.com.br
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