Escândalos de corrupção em fundos de pensão como Postalis (Correios), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa Econômica Federal) deixaram um rombo bilionário e atingiram diretamente milhares de aposentados no país. As fraudes, investigadas por operações como a Greenfield, revelaram má gestão, uso político das instituições e investimentos fraudulentos que causaram danos irreparáveis às finanças de trabalhadores que contribuíram por décadas.
Apesar das denúncias e do envolvimento de aliados políticos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi condenado judicialmente por esses casos. As investigações apontaram indícios de aparelhamento político, com indicação de dirigentes ligados a partidos como PT e MDB, mas Lula não foi diretamente responsabilizado até o momento.
O Ministério Público e a Polícia Federal continuam apurando os prejuízos estimados em mais de R$ 50 bilhões, enquanto aposentados seguem cobrando justiça e reparação.
O escândalo dos fundos de pensão é uma das faces mais cruéis da corrupção: atinge quem mais precisa, os aposentados que confiaram a vida inteira no sistema. Embora Lula não tenha sido condenado, a responsabilidade política por permitir o aparelhamento dessas instituições permanece. A impunidade de figuras de alto escalão gera revolta e reforça o sentimento de abandono por parte do Estado. Justiça seletiva ou lentidão processual? O tempo dirá — mas os aposentados já pagaram a conta.ValdivinodeoliveiraDRT001423/GOFOTODIVULGAÇAO