O diagnóstico de morte encefálica de uma das gêmeas siamesas separadas em Goiânia segue um protocolo rigoroso e pode se estender por mais de 24 horas. A criança está internada no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), e seu quadro clínico exige atenção redobrada da equipe médica.
“Trata-se de um momento técnico e sensível, que exige o cumprimento de diversos requisitos clínicos e exames complementares específicos para que o diagnóstico seja confirmado com segurança”, informou a unidade de saúde em nota oficial.
A legislação brasileira, por meio do Conselho Federal de Medicina (CFM), determina critérios rígidos para confirmar a morte encefálica. Entre eles estão:
Causa conhecida e irreversível do coma;
Exclusão de fatores que possam interferir no diagnóstico, como hipotermia e uso de sedativos;
Dois exames clínicos realizados por médicos distintos, com intervalo mínimo entre eles;
Exame complementar obrigatório, como eletroencefalograma ou doppler transcraniano, que comprove ausência de atividade cerebral.
Como a paciente é uma criança e passou recentemente por uma cirurgia extremamente delicada de separação, o protocolo exige ainda mais cautela e tempo. A complexidade do caso exige estabilização rigorosa dos sinais vitais antes da realização dos exames determinantes.
A equipe médica reforça que todos os procedimentos estão sendo conduzidos com o máximo respeito, cuidado técnico e atenção à família, que vive um momento profundamente doloroso.
É difícil imaginar a dor de uma família que enfrenta uma situação tão delicada e única como essa. O protocolo médico pode ser longo, mas é necessário para garantir que todas as decisões sejam tomadas com absoluta responsabilidade e respeito à vida. Neste momento, mais do que nunca, é preciso sensibilidade, humanidade e apoio à família e aos profissionais envolvidos. Que haja conforto para todos os que sofrem com essa possível perda. VALDIVINODEOLIVEIRAdrt001423/goFOTODIVULGAÇAO





