Brasília, 15 de abril de 2025 – A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando a morte trágica de Sarah Raíssa Pereira de Castro, uma menina de apenas 8 anos, após ela ter participado de um suposto “desafio do desodorante”, que circula em redes sociais como TikTok.
Sarah foi encontrada desacordada pelo avô dentro de casa, em Ceilândia, ao lado de um frasco de desodorante aerossol e um celular. Ela foi levada com urgência ao Hospital Regional de Ceilândia, mas teve morte cerebral confirmada após três dias de internação.
O que é o “desafio do desodorante”?
O chamado desafio, extremamente perigoso, consiste em inalar o gás liberado por desodorantes em spray, buscando efeitos de euforia momentânea. No entanto, o que muitos jovens e crianças não sabem é que essa prática pode levar à parada cardiorrespiratória, arritmias cardíacas e até mesmo à morte, em questão de minutos.
Investigação e responsabilização
A polícia apreendeu o celular da menina e está analisando os vídeos assistidos por ela nos dias anteriores ao incidente. O objetivo é identificar a origem do conteúdo que incentivou a prática e os possíveis responsáveis pela disseminação desse tipo de material.
Segundo o delegado encarregado do caso, os responsáveis por publicar ou incentivar esse tipo de conteúdo podem ser enquadrados por homicídio duplamente qualificado, com penas que chegam a 30 anos de prisão.
“É inadmissível que conteúdos com esse tipo de apelo continuem circulando livremente nas redes. Precisamos responsabilizar quem está por trás disso”, afirmou o delegado.
Repercussão e alerta aos pais
O caso gerou comoção em todo o país e reacendeu o alerta sobre os perigos dos chamados “desafios virais”. Especialistas reforçam a necessidade da supervisão dos pais no uso de celulares e redes sociais por crianças e adolescentes.
A escola de Sarah e a comunidade local prestaram homenagens à menina, descrita por familiares como alegre e curiosa.
Prevenção
Autoridades e entidades de proteção à infância reforçam a importância do diálogo entre pais e filhos sobre os riscos da internet, além de um acompanhamento mais próximo sobre o conteúdo que as crianças consomem online.
DA REDAÇÃO