Caiado diz que vai escalonar fim da quarentena em Goiás

Governador afirmou que liberação do funcionamento do comércio será feita de forma gradual. Estado tem uma morte confirmada por coronavírus e mais de 30 casos suspeitos.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), disse, nesta quinta-feira (26), que vai escalonar o fim da quarentena instituída no estado como contingência ao coronavírus. Durante o pronunciamento, ele lamentou a morte de uma idosa, a primeira confirmada no Centro-Oeste por causa da Covid-19, e ironizou a comparação feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que classificou a doença como uma “gripezinha'”.

O último decreto de Caiado sobre o coronavírus mantém o isolamento social em Goiás até o dia 4 de abril. Neste período, somente estabelecimentos ligados às necessidades básicas, como supermercados e farmácias, podem abrir. Usando máscara, o governador falou que vai priorizar vidas ao invés da economia.

“Dia 4 é definitivo? Todo mundo volta ao normal? Não. Vamos saber equalizar. Isso vai causar complicações econômicas, é lógico. Mas a nossa responsabilidade principal é a vida das pessoas. Dessas, eu não abro mão como médico e governador”, disse Caiado.

Goiás tem, até esta quinta-feira, 35 casos de coronavírus.

O governador elogiou os decretos de isolamento assinados em meio à pandemia e disse que Goiás “saiu na frente”. Ele afirmou também que não é necessário “paranoia” para apressar a reabertura dos estabelecimentos.

“Estão numa paranoia de que todo mundo vai quebrar, que vai ser um desemprego total. Todo lugar com coronavírus teve óbitos e empresas quebradas. Nós saímos na frente. Vamos ver o que podemos liberar, se as aulas, a mineração ou a construção de rodovias. Gradualmente, vamos fazer”, pontuou.

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