Flordelis
não foi indicada a nenhum cargo e a nova coordenadora da secretaria da Mulher deve
ser escolhida nos meses de março ou abril.
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| Foto reprodução |
Uma
referência postada no site oficial da Câmara dos Deputados, na página da
deputada federal Flordelis (PSD), mostra que ela agora é titular da Secretaria
da Mulher neste novo biênio legislativo. Porém, a assessoria da deputada e uma
coordenadora da Secretaria informaram que se trata apenas de um ato burocrático
da Casa. No ano passado, Flordelis virou ré por suspeita de ser a mandante do
assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado em junho de 2019.
A
assessoria da parlamentar afirmou que todas as deputadas mulheres são titulares
da secretaria, e que Flordelis não foi indicada a nenhum cargo. Segundo a atual
2ª coordenadora adjunta da secretaria, deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), a nova
coordenadora da secretaria da Mulher, que entrará no lugar de Dorinha Seabra
Rezende (DEM-TO), deve ser escolhida em março ou abril. Os cargos na
coordenadoria e procuradoria da secretaria são definidos por meio de eleição
entre as próprias deputadas.
Desde a morte do pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019,
a deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD-RJ) já custou pelo menos R$
3.403.524,64 aos cofres públicos no exercício do mandato.
O
montante equivale à soma dos gastos da parlamentar com verba de gabinete (R$
2.132.121,78) e cota parlamentar (R$ 596.142,86), bem como ao salário bruto da
deputada, até janeiro deste ano.
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| Foto Plantão em Foco |
Flordelis é
ré em processo criminal na qual é acusada de ser a mandante do assassinato do
marido. O Ministério Público do Rio
de Janeiro (MPRJ) a denunciou em 24 de agosto do ano passado pelo homicídio do
pastor Anderson do Carmo que foi filho adotivo, genro, esposo e por
fim vítima.
Na ocasião, cinco filhos e uma neta da deputada foram alvo de
mandados de prisão preventiva expedidos pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de
Niterói, que recebeu a denúncia oferecida pelo MP.
Flordelis não foi alvo de mandado de prisão, pois detém imunidade por
estar em exercício de mandato parlamentar de deputada federal.
Apenas desde a denúncia, a pastora já custou R$ 791.291,07 aos
cofres públicos. Desse total, R$ 501.452,63 referem-se à verba de gabinete, R$
121.023,44 à cota parlamentar e R$ 168.815,00 ao salário bruto.
Na prática, Flordelis tem R$ 111.675,59, assim como qualquer outro
deputado federal, para gastar com o pessoal de gabinete, que trabalha para o
mandato dela. Em 2020, ela usou 94,5% dessa verba.
A Câmara dos Deputados pagou, em 12 meses, R$ 690,5 mil para filhos
afetivos da deputada federal Flordelis que estavam lotados no
gabinete da parlamentar.
O valor é a soma da remuneração mensal, de auxílios e de
gratificações natalinas pagos pela Casa Legislativa a quatro filhos da
congressista entre setembro de 2019 e agosto de 2020.
Ré num
processo de homicídio, continua deputada com todas as regalias pertinentes ao
cargo, salário integral, imunidade parlamentar e salve a ironia, seja um mero
ato burocrático ou não, sua indicação como representante da Secretaria da
Mulher deve ser visto, no mínimo, como uma ofensa às pessoas de bem do nosso
país.
(Fonte Metrópoles)www.jornalaguaslindas.com.br

