Bolsonaro cogita prorrogar auxílio emergencial e mudar ICMS de combustíveis

 

Questionado sobre o futuro político e as eleições de 2022, ele disse que
está “namorando” alguns partidos

Foto Marcos Corrêa

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que “acha que vai ter prorrogação” do
auxílio emergencial, mas que ainda está em constantes conversas com o ministro
Paulo Guedes e a equipe econômica, mas que o ideal seria que a economia fosse
retomada.

“Acho que vai ter prorrogação. Foram cinco meses de R$ 600 e
quatro meses de R$ 300. O endividamento chegou na casa de R$ 300 bilhões. Tem
um custo. O ideal é a economia voltar ao normal. Em São Paulo, por exemplo,
estão com fase vermelha, fase amarela. Os donos de bares e restaurantes estão
indignados. Em Belo Horizonte, mesmo problema. Até quando vão ficar com essa
política de isolar? Se não deu certo antes, por que vai dar agora? Temos que
enfrentar. Não adianta essa conversinha de ‘insensível e genocida’. Isso é
conversa de quem não quer achar solução. Temos um vírus e estamos preocupados”
, disse Bolsonaro em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV
Bandeirantes.

O presidente lembrou que a maior dificuldade está na forma de
endividamento. “Se eu não fizer com
responsabilidade, sobe a desconfiança no mercado, sobe o preço do dólar, sobe o
preço de combustível… É uma bola de neve. Não é só ‘vou fazer’. Se fosse, o
ideal seria dar R$ 10 mil para cada um até esse vírus sair”
, concluiu.

Aumento
dos combustíveis

Bolsonaro
também afirmou que o governo estuda uma forma de reduzir o impacto do aumento
dos combustíveis (gasolina, diesel e gás de cozinha) anunciado pela Petrobras.
Segundo ele, além da redução do PIS/Confis, que é um imposto federal, seria
imperioso uma padronização do sistema de cobrança de ICMS, que varia de estado
para estado.

“Estou
buscando meios. Tivemos um reajuste há 15 dias e hoje mais um. Não temos uma
política de controle de preços na Petrobras. Todo mundo aponta para o
presidente da República, quer que eu interfira, mas o preço dos combustíveis no
Brasil leva em conta o preço do petróleo lá fora e o dólar aqui dentro (…). Não
posso congelar. Se congelar, pode faltar”
,
disse.

Relações políticas

Questionado
pelo jornalista José Luiz Datena sobre uma possível filiação ao DEM, Bolsonaro
desconversou e disse ter um relacionamento bom com o presidente do partido, o
ex-prefeito de Salvador ACM Neto, mas que está “namorando” outros partidos. “Tenho um bom relacionamento com o ACM Neto,
mas estou namorando alguns partidos, entre eles o Patriota. Vou conversar com
deputados do PSL também”
, afirmou.

(Diário do Poder por Moisés Tavares)www.jornalaguaslindas.com.br

 

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