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Ele reside em uma casa e tentava reproduzir o ambiente dos
filmes da famosa franquia Jogos Mortais. Por fora, o imóvel parecia normal. Por dentro, era repleto
de sujeira e imitações de armadilhas. Segundo o delegado
Giancarlos Zuliani, “Tudo indica que ele tentava seguir os rituais do filme
Jogos Mortais. A casa parecia um filme de horror”.
Por fora, a casa parecia normal, mas, por
dentro, é um show tenebroso”, completa o delegado.
Um dos cômodos mais sujos é o banheiro, que não parece ser
utilizado para o seu propósito. Com um computador colocado no chão, o teclado
apoiado em cima do vaso sanitário e uma cadeira embaixo do chuveiro, o local
ainda conta com uma inscrição na parede. Enquanto que no primeiro filme dos
Jogos Mortais há a inscrição de um “X” no cômodo, na casa em Planaltina está
escrito “HUGON”.
O quarto também parece simular outra armadilha. Os policiais
encontraram ali uma cadeira pendurada de cabeça para baixo e cheia de fios em
cima do colchão, próximo a um sofá completamente destruído. No quarto filme da
série, um quarto também é utilizado como armadilha para um homem que estuprava
e filmava as mulheres vítimas dele.
Na casa, os
policiais encontraram materiais relacionados à pornografia infantil armazenados
em um HD externo.
Preso em flagrante, o suspeito tem 29 anos, morava com a mãe e
está desempregado. Segundo o delegado Dário Freitas, da DRCC, o homem vai
responder pela Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990,
o Estatuto da Criança e do Adolescente.
A operação Coleciona-Dores, que contou com apoio do Instituto de
Criminalística da PCDF, é consequência de uma série de outras apurações de
crimes de pedofilia e pornografia envolvendo crianças e adolescentes no
Distrito Federal.
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