|
“Proponho
a esse egrégio Conselho que seja aplicada ao representado, deputado Fernando
Cury, a pena de suspensão do seu mandato parlamentar pelo prazo de 6 (seis)
meses na forma do inciso III do artigo 7.º do Código de Ética. Proponho ainda
que nesse período seja suspensa a percepção de qualquer subsídio pelo
parlamentar e vantagens dele decorrentes”, diz o parecer entregue nesta
quarta aos membros do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia
Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
Na
véspera, terça-feira, os deputados tentaram, sem sucesso, chegar a um acordo
sobre qual seria a punição aplicada a Cury, o que abria margem para que um
pedido de vista alongasse mais o processo. A semana que vem, por ser a última
antes da eleição para a Mesa Diretora, tende a ser tumultuada. A atual
composição do Conselho de Ética vai até 16 de abril.
A
tendência dos deputados era de descartar a cassação e determinar a suspensão
temporária do mandato, mas havia divergência em relação à duração do castigo –
aliados de Isa Penna queriam uma suspensão superior a 120 dias, o que faz com
que seja convocado um suplente para Cury e possibilita de troca de nomeações do
gabinete.
A sessão
da manhã desta quarta-feira foi presidida pela deputada Maria Lúcia Amary
(PSDB) e contava com a participação dos deputados Adalberto Freitas (PSL),
Emidio de Souza (PT), Barros Munhoz (PSDB), Wellington Moura (Republicanos),
Delegado Olim (PP), Erica Malunguinho (PSOL), Alex de Madureira (PSD) e Estevam
Galvão (DEM), membro corregedor. O último membro do Conselho, Campos Machado
(Avante), está de licença dos trabalhos formais da Alesp, se recuperando de uma
cirurgia.
O
relatório elaborado por Emídio de Souza foi mantido em segredo até o início da
reunião do Conselho de Ética, o que causou protestos de alguns deputados. Antes
que o parlamentar começasse a ler o seu relatório, Wellington Moura e Adalberto
Freitas reclamaram por não ter recebido o parecer de antemão. Moura chegou a
pedir vista alegando que estava fazendo isso para conhecer o relatório e a
presidente Maria Lúcia Amary respondeu que não era possível pedir vista de algo
que ainda não havia sido apresentado. O impasse foi sugerido quando o relator
sugeriu suspender a sessão por dez minutos para que o parecer fosse enviado a
todos, para possibilitar que todos acompanhassem a leitura.
(CB) www.jornalaguaslindas.com.br
|