Vigão: Justiça penhora bens de ex-deputado do DF por desvio
de verbas de fundo
WIGBERTO TARTUCE É ACUSADO DE USAR LARANJAS PARA PARA NÃO
PAGAR DÍVIDA
de bens das empresas do ex-deputado federal e ex-secretário de Trabalho do DF
Wigberto Tartuce, o “Vigão”. O tribunal acatou argumento da Advocacia
Geral da União (AGU), que acusou o parlamentar de registrar riquezas pessoais
em nome de “laranjas” para dificultar o retorno de verbas desviadas
aos cofres públicos.
desta segunda-feira (17)…
O parlamentar recorreu da decisão no próprio Tribunal
Regional Federal, e a AGU aguarda intimação para se manifestar.
execução” pela Vara Federal, já que não restou patrimônio no nome do
ex-parlamentar para pagar as dívidas com a Justiça. Os itens penhorados
integram o patrimônio de rádios, construtoras e outras empresas do grupo
econômico que pertencem à família do político.
avaliada em R$ 5,4 milhões, também está registrada em nome de uma destas
empresas e acabou penhorada. No processo, a Advocacia-Geral defende que o
ex-deputado usava 11 empresas e seis parentes, incluindo esposa e filhos, como
fachada para as movimentações financeiras.
Wigberto Tartuce foi condenado em 2006 pelo Tribunal de
Contas da União (TCU), em última instância, pelo desvio de recursos do Fundo de
Apoio ao Trabalhador (FAT) no cargo de secretário entre 1999 e 2000, durante o
governo de Joaquim Roriz. Os desvios foram alvo de diversas ações na Justiça.
montante devido é de quase R$ 29 milhões.
Federal. De acordo com o órgão, Tartuce declarou à Justiça Eleitoral patrimônio
superior a R$ 33 milhões em 2006, quando se candidatou à Câmara do DF. O valor
se referia a imóveis, veículos, aplicações financeiras, ações e R$ 2,8 milhões
em dinheiro, mas os bens não estavam registrados no nome do político, e sim
associados a parentes e empresas.
ex-deputado “a remessa de imóveis e de dois automóveis de luxo importados
(Cadillacs, com valor de mercado superior a R$ 400 mil) de uso pessoal para o patrimônio
de uma das empresas do grupo econômico da família, assim como a utilização das
pessoas jurídicas para realizar movimentação financeira”.
Fonte: Portal G1 DF – Por MATEUS RODRIGUES – 18/11/2014