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“O que
ele fez com ela foi muita crueldade”, diz Iara Fernandes, 45 anos, irmã da
vítima. “Vou ficar com a lembrança de alguém que não tinha tempo ruim”.
Karla
foi descrita como uma pessoa muito animada, extrovertida e que não gostava de
confusão. Vizinhos e amigos fizeram uma vaquinha para ajudar no enterro.
O sepultamento ocorreu por volta de 17h10, acompanhado pelas
orações de um pastor. Bastante abalada, a mãe da vítima só teve forças para dar
uma declaração à reportagem: “Esse maldito matou minha filha”, disse Vera Lúcia.
De acordo
com o amigo e vizinho de Karla Roberta, Paulo Giocomo, 30 anos, a vítima morou
a vida inteira no Paranoá e só havia se mudado recentemente para a região de
Santa Maria.
O marido de Karla, Adenor
Pacheco de Oliveira, confessou ser o autor do
crime, após ter sido preso por policiais da 33ª Delegacia de Polícia (Santa
Maria). O caso foi confirmado como feminicídio devido à motivação: o
homem era companheiro da vítima e afirmou ter agido por ciúmes.
Na confissão, ele afirmou
ter olhado uma mensagem no celular da vítima e se sentido traído. Depois de
desmaiar a companheira, sufocando-a, ele a colocou no carro e a levou para o
mato. Lá, passou uma faca no pescoço de Karla e deixou o cadáver no local.
Um catador de latinhas
passava pela região, por volta das 7h, quando se deparou com o cadáver e
acionou a polícia.
Karla e Adenor Pacheco
chegaram a se separar por alguns meses, segundo detalharam vizinhos da vítima.
O assassino, porém, prometeu que pararia de ser agressivo caso se reatassem.
O delegado Paulo Fortini, da
33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria), disse que a
mulher vestia pijamas quando foi encontrada e não possuía qualquer
identificação.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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