Três novas clínicas para castração gratuita de pets

Convênio com o Ibram com clínicas veterinárias em
Samambaia, Gama e Paranoá terá validade de seis meses

Foto Rafaela Felicciano

Os donos de
pets no Distrito Federal agora têm novos pontos para 
castração gratuita. Isso, porque o Instituto Brasília Ambiental assinou contrato com três clínicas
veterinárias para realizar cirurgias dentro do Programa de Castração de Cães e
Gatos do órgão ambiental.

 

As clínicas
são Centro Veterinário do Gama, Centro Veterinário Dr. Juzo (Samambaia) e Pet
Adote (Paranoá). A duração dos contratos é de seis meses.

O Programa
de Castração de Cães e Gatos do Brasília Ambiental, que existe desde 2017, faz
parte do planejamento estratégico e do plano plurianual vigente no órgão, com
metas pactuadas. O edital de credenciamento das clínicas, que resultou na
seleção das três, integra essas metas.

 

“Esse
edital foi parte da estratégia para darmos continuidade a essa política pública
que visa atender a população que demanda por castração de cães e gatos”,
explica Rogério de Castro, membro da Comissão de Avaliação do Credenciamento de
Estabelecimentos Prestadores de Serviços na Área Veterinária para castração de
cães e gatos.

 

Com relação ao início dos
atendimentos à população, o chefe da Unidade de Gestão de Fauna (Ufau) do
instituto, Marco Aurélio Oliveira Barboza, informa que até junho deve ser
aberta mais ações. Os interessados na castração dos animais devem ficar atentos
às campanhas, que podem ser divulgadas nas mídias sociais e/ou no site do órgão ambiental.

 

Desde a criação para cá, o
programa trabalhava apenas com uma clínica no Gama. Por isso, esse número maior
de possibilidades de castração a ser oferecido à população é considerado um
avanço. “É o começo da descentralização desse serviço, o que é muito benéfico
para a população”, destaca Rogério.

 

A Comissão de Avaliação foi
instituída em 2020, e o edital, lançado ao final do ano passado. A data final
para os estabelecimentos interessados apresentarem suas propostas era até 25 de
abril. Foram recebidas, inicialmente, cinco propostas, das quais duas clínicas
desistiram.

 

A
comissão fez visitas técnicas às três proponentes que permaneceram e, nesse
processo de avaliação, contou com a ajuda do Conselho Regional de Medicina
Veterinária, cujos fiscais também estiveram nas clínicas.

 

Nas visitas de avaliação,
foi observada, principalmente, a capacidade técnica das clínicas para fazer as
cirurgias de castração. Além disso, foram avaliados os documentos exigidos no
edital, como certidões de regularidade, comprovação de experiência e política
de gerenciamento de resíduos sólidos, entre outros.

 

As três clínicas cumpriram
todos os requisitos previstos no edital. Uma quarta clínica apresentou proposta
dentro do prazo de credenciamento e está na fase de avaliação. Por isso, existe
a possibilidade de o órgão assinar um quarto contrato.

 

Os contratos assinados não
têm valores iguais. O orçamento foi dividido a partir da ponderação da
capacidade técnica de cada clínica, ou seja, a quantidade de cirurgias que cada
uma consegue fazer em um dia.

 

“Fizemos
o rateio de forma proporcional a essa capacidade. Essa decisão foi tomada
porque entendemos que é a maneira mais justa, para não privilegiarmos nenhum
estabelecimento e, ao mesmo tempo, otimizarmos o uso dos recursos para uma
melhor execução da política pública”, esclareceu Rogério.

 

Ele destaca que os contratos
têm duração de seis meses para um período de adaptação, no qual o órgão
ambiental conhecerá as clínicas selecionadas no que se refere à execução das
castrações. Da mesma forma, as clínicas também deverão observar a forma como o
Brasília Ambiental trabalha.

 

A
capacidade do Centro Veterinário do Gama é de 60 castrações por dia,
quantitativo que no Centro Veterinário Dr. Juzo é de 20 procedimentos diários,
enquanto o Pet Adote tem capacidade de fazer 14 castrações diariamente.
“Inicialmente, não vamos demandar a totalidade dessas capacidades técnicas.
Enviaremos um número menor de animais e, gradualmente, vamos aumentando”,
esclarece Rogério.

 

 

 

 

(Metrópoles)
www.jornalaguaslindas.com.br

 

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