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Mayra negou
ter entrado com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para ter
direito de ficar em silêncio durante a comissão, assim como fez o ex-ministro da Saúde general Eduardo
Pazuello.
“Eu não
entrei com um processo para ficar calada, não. Eu entrei com um processo pra
ter direito a levar os meus advogados. O que eu mais quero nessa CPI é falar. É
exatamente o contrário. Eu tenho muito interesse de poder falar, para o Brasil,
a verdade e o que eu vivo no meu trabalho. Não entrei com a intenção de ficar
calada, não, até porque é uma grande oportunidade”, disse.
A secretária assegurou,
ainda, que irá fazer, durante a comissão, a defesa da cloroquina – medicamento
sem eficácia comprovada cientificamente no tratamento da Covid-19 – e do
Trate-Cov, aplicativo lançado pelo governo federal que recomendava o chamado
“tratamento precoce” a pacientes com coronavírus.
Mayra é uma
das principais defensoras dos medicamentos que compõem o kit Covid, do
Ministério da Saúde, o que lhe rendeu, inclusive, o apelido de “Capitã
Cloroquina”.
Questionada
sobre o uso da alcunha, a secretária esclareceu que “capitã é um posto oficial
militar. Eu sou médica e civil e acho respeitoso e educado que me chamem de
Dra. Mayra”.
No habeas corpus, impetrado
na noite de domingo (16/5) no STF, os advogados de Mayra pedem que ela seja
assistida por sua defesa durante o depoimento; que seja garantida a palavra aos
advogados da médica para o exercício da defesa da servidora; o direito de Mayra não se auto
incriminar; e que as partes sejam tratadas com “urbanidade” durante
o depoimento.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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