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Na véspera, o departamento de Saúde de
Bihar, no leste do país, corrigiu seus dados, de um total de cerca de 5.400
mortes para quase 9.500.
O recorde mundial diário anterior
cabia aos Estados Unidos, com 5.527 óbitos em decorrência da covid-19 em 12 de
fevereiro.
Segundo o Ministério da Saúde indiano,
depois das 94.052 novas infecções pelo coronavírus nas 24 horas anteriores, o
país asiático computa agora 29,2 milhões de casos e um total de 359.676
óbitos, cifra inferior apenas às dos EUA e do Brasil.
Suspeitas de números reais muito mais altos
O Supremo Tribunal do grande estado de
Bihar exigira uma auditoria das cifras relativas à pandemia seguindo alegações
de que o governo local estaria ocultando a dimensão dos contágios e mortes pelo
coronavírus.
Os mais de 4 mil óbitos
acrescentados ocorreram em maio, e as autoridades estaduais estão investigando
o lapso. Falando ao jornal britânico The Guardian, um
funcionário municipal de saúde, que não quis se identificar, colocou a culpa
nos estabelecimentos médicos particulares: “Essas mortes ocorreram 15 dias
atrás e só foram carregadas agora para o portal do governo. Vai haver medidas
contra alguns hospitais privados.”
Acusações semelhantes haviam sido
apresentadas contra outros governos estaduais, depois de um surto recente do
vírus Sars-Cov-2 que deixou os crematórios sobrecarregados, com centenas de
cadáveres sendo jogados nos rios ou enterrados em valas rasas.
Como os sistemas de estatísticas da
Índia já funcionam mal em tempos normais, especialistas suspeitam que a taxa de
mortalidade real seja muitas vezes superior aos números oficiais, podendo
chegar a 1 milhão. Acirra as suspeitas o fato de atualmente o país se
encontrar “apenas” em terceiro lugar no ranking das mortes por covid-19.
(DW) www.jornalaguaslindas.com.br
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