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Maierovitch disse que
“ninguém da área de saúde pública” defende a realização do torneio. “Ninguém em
sã consciência se colocará a defender a realização de qualquer atividade que
reúne gente em uma situação cataclísmica como a que a gente vive, do ponto de
vista da transmissão.”
Segundo o sanitarista, as
antigas sedes, Colômbia e Argentina, adotaram o “bom senso”, ao decidirem não
realizar a competição nas respectivas nações. “Os outros dois países se negaram
por razões diferentes e até por mais bom senso e não estão em situação pior que
a nossa.”
“Beira a insanidade que um país que hoje ostenta o maior
número de mortes diárias traga para si eventos que reúnem pessoas de origens
diferentes, e sabendo que não é possível conter completamente a transmissão. Me
parece uma atitude insana”, prosseguiu.
Cláudio
Maierovitch é médico sanitarista e foi presidente da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), no período entre 2003 e 2008. O cientista também
ocupou a direção da Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde
de 2011 a 2016. Atualmente, ocupa a coordenação do Núcleo de Epidemiologia e
Vigilância em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Brasília (DF).
(Metrópoles)
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