Defesa de Lázaro pede proteção física e mental ao maníaco em caso de prisão

A Defensoria Pública assumiu o caso do suspeito de
cometer uma chacina no DF, além de diversos outros crimes, como estupro e
invasões

Foto reprodução

Procurado
por uma 
força-tarefa formada
por diversas polícias há 13 dias, 
Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, tem advogada constituída e um pedido de proteção especial à
integridade física e mental dele num possível ato de recaptura. Além disso, a
solicitação protocolada na Justiça prevê salvaguarda contra “qualquer forma de
“sensacionalismo e exposição vexatória”.

 

Os pedidos são da Defensoria
Pública do DF
 endereçados à Vara de Execuções Penais
do DF (VEP-DF). Eles foram encaminhados para análise da juíza Leila Cury, nesta
segunda-feira (21/6).

 

No documento, a defensora
pública responsável pelo caso afirma que, “considerando a enorme repercussão
nacional conferida ao caso, visando salvaguardar a vida e a saúde de Lázaro, a
defesa técnica solicita ao ilustre juízo que, desde logo, seja garantida a
proteção da integridade física e psíquica do apenado”, diz na juntada de
petição.

 

A defensora ainda pede, que,
em caso de prisão, Lázaro seja alocado “em instalações seguras, se possível,
sem ter que dividir cela com outros internos do estabelecimento prisional em
caso de ser recapturado com vida”.

 

A Defensoria Pública destaca
no pedido à VEP “que a tortura, bem como a violência física ou psicológica
direcionada a qualquer ser humano são consideradas práticas ilícitas vedadas
pelo ordenamento jurídico pátrio e pelos tratados internacionais que o Brasil
se comprometeu perante os sistemas global e interamericano”.

 

A defesa requereu, ainda,
que seja conferida a proteção de Lázaro “em face de ataques midiáticos e dos
pedidos de “entrevistas exclusivas” ou outro tipo de promoção que o exponha
ainda mais quando houver a recaptura, pois estamos vivenciando um
sensacionalismo exacerbado nas buscas pelo apenado, com inúmeras comparações do
caso com os filmes de ação e com a proliferação de “memes” nas redes sociais
criados pelos usuários que acompanham atuação dos agentes públicos”, pede a
defensoria.

 

Lázaro é procurado há 13
dias por ser suspeito de uma chacina no Incra 9, em Ceilândia. Na ocasião, foram
mortos o pai Cláudio Vidal de Oliveira, 48, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos
Eduardo Marques Vidal, 15. A mãe, Cleonice Marques, 43, ficou desaparecida por
três dias. Uma força-tarefa de moradores do Incra 9, onde aconteceu o crime,
encontrou o corpo da mulher no dia 12 de junho.

 

O cadáver
estava em uma zona de mata, próximo a um córrego. O maníaco ainda queimou um
carro e uma casa, fez famílias reféns e tem 
espalhado terror por onde passa.

 

 

 

 

(Metrópoles)
www.jornalaguaslindas.com.br

 

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