Queiroga prevê melhorias no combate à covid a partir de setembro

Ministro admitiu que o país
testou pouco em 2020 e falou que, aliada à vacinação, a testagem da população
precisa ser ampla

Foto Fábio Rodrigues Pozzebom

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga,
participa de audiência no Senado Federal nesta segunda-feira (21). Queiroga fez
um balanço do combate à covid-19 no país e previu melhorias a partir de
setembro.

 

Queiroga admitiu que o número de
óbitos pela doença encontra-se em uma estabilidade, mas ainda é muito alto. O
ministro falou que a variante P1, hoje chamada de gama, foi a maior responsável
pelas mortes sobretudo no início do ano.

 

O ministro prevê que, a partir de
setembro, “é possível ter um cenário epidemiológico mais favorável no Brasil”.
Ele ressaltou que, para isso, é preciso aliar a vacinação com o fortalecimento
do Sistema Único de Saúde e com uma ampla política de testagem. Queiroga avalia
que, em 2020, o Brasil testou pouco.

 

“No ano passado nós dispúnhamos do
RT-PCR, que ainda é o padrão ouro. Só que o Brasil testou pouco. Em função
disso, nós tivemos uma política mais apropriada de isolamento dos casos
positivos, bem como dos seus contactantes. Hoje, a evolução da tecnologia nos
permite os chamados testes rápidos de antígeno”, acredita.

 

O reconhecimento por parte do ministro
vem no momento em que o Brasil atingiu 500 mil mortes pela covid. O país chegou
à marca no último sábado (19). Das mais de 500 mil mortes, 305.851 foram em
2021. São 61% do total.

 

Segundo o ministro, já foi aprovada no
Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e no Conselho Nacional de
Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) uma política de testagem. Essa
política seria dividida em dois blocos: um trataria de de aumentar a testagem
em pacientes sintomáticos, e a outra iria buscar testar pessoas assintomáticas
em locais de grande circulação.

 

“Essa política tem dois pilares: os
testes na atenção primária, que são dedicados aos pacientes sintomáticos. Eles
devem fazer, nas unidades básicas de saúde, o teste rápido de antígeno. E aqueles
pacientes assintomáticos, talvez algo que não tenhamos colocado em prática como
uma política pública coordenada nacionalmente, eles devem ser testados em
ambientes de grande circulação a exemplo do metrô, das rodoviárias, dos
aeroportos”, explica o ministro.

 

Queiroga afirmou que
a pretensão do Ministério é testar 20 milhões de pessoas por mês, sendo 1,8
milhão na atenção e primária e os demais no setor público. O ministro ressaltou
ainda que é importante que a iniciativa privada teste seus funcionários.

 

 

 

 

(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br

 

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