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A PCGO tem trabalhado com a hipótese
de que Lázaro não agiu sozinho no crime no Incra, além de possivelmente fazer
parte de uma quadrilha que poderia reunir fazendeiros e políticos. O principal
acusado de ajudar Lázaro é o fazendeiro Elmi Caetano, de 74 anos, que, segundo
o caseiro da propriedade do idoso, Alain de Santana, durante o período de fuga
de Lázaro, Elmi teria dado abrigo ao acusado por cinco dias.
Elmi ainda é investigado por ser o
mandante da chacina, já que, segundo o próprio idoso, a família devia dinheiro
para ele. Atualmente, Elmi está preso acusado de favorecimento pessoal, que
consiste na prática de atrapalhar as investigações das autoridades, e posse ou
porte ilegal de arma de fogo.
Segundo Helda, Ellen ainda foi
questionada sobre a relação com o marido. “Foi perguntado como era o
relacionamento deles. Se em algum momento ele a ameaçou ou a agrediu”, explicou
ela. De acordo com a viúva, ele nunca foi agressivo.
Lázaro ficou 20 dias foragido. Nas
buscas pelo acusado participaram mais de 250 policiais militares, civis,
federais e federais rodoviários, além de drones, helicópteros, cães farejadores
e mateiros. Barbosa foi morto em uma troca de tiros com a polícia, que, segundo
boletim de ocorrência, atirou mais de 125 vezes durante a ação. A Secretaria
Municipal de Saúde de Águas Lindas, cidade onde Lázaro foi atendido, informou
que ele foi atingido por pelo menos 38 disparos.
(J.Br)
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