“A gente vai deixar entregar”, pergunta o Presidente Bolsonaro

Sobre as pesquisas apontarem o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como possível vencedor das
eleições de 2022, Bolsonaro perguntou: ““Já tá certo quem vai ser presidente o
ano que vem. A gente vai deixar entregar?”

Foto Alan Santos

Na manhã desta sexta-feira (9), o
presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), conversou com apoiadores
nos arredores do Palácio da Alvorada e aparentou estar com medo das próximas
eleições.

 

Sobre as pesquisas apontarem o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como possível vencedor das
eleições de 2022, Bolsonaro perguntou: ““Já tá certo quem vai ser presidente o
ano que vem. A gente vai deixar entregar?”

 

“Se as eleições fossem honestas, por
causa da tecnologia, por que o mundo não adota? Tá na cara que aqui é voltar a
quadrilha de sempre para o poder”, disse Bolsonaro sobre as supostas fraudes
apontadas por ele na urna eletrônica.

 

Jair Bolsonaro também criticou e
ofendeu o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. O
presidente chamou Barroso de “um imbecil” quando falou sobre as supostas
fraudes no sistema eleitoral atual do país.

 

Bolsonaro afirmou para os apoiadores
que a fraude “está no TSE”, Casa que o ministro é presidente. “Pessoal, presta
atenção. É sério o que vou falar aqui. Tem muita gente filmando, então tem
repercussão. Lá atrás, no passado (tô com 66 anos), sempre se buscava aí
fraudar de uma forma ou outra as eleições, no papel, botando mesário pra contar
favorável a ele, anulando votos que interessavam… Porque é luta do poder. Hoje
em dia, mudou. É de cima para baixo. A fraude está no TSE, para não ter
dúvida”, disse Bolsonaro.

 

“Daí vem os institutos de pesquisa
botando ali o ‘9 dedos’ lá em cima. Pra quê? Pra ser confirmado com voto
fraudável no TSE. Não estou culpando todos os servidores do TSE, mas a cabeça
ali tem algo, porque eles não querem o voto auditável”, acusou Bolsonaro.

 

O presidente do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, decidiu acatar um pedido da ala do
Patriota contrária à filiação de Jair Bolsonaro (sem partido) e afastar Adilson
Barroso do comando do partido. A decisão é passível de recurso, mas já
significa um revés para Bolsonaro, que quer se filiar ao Patriota para lançar
sua candidatura ao segundo mandato.

 

“Foram anuladas todas
as atitudes dele (Adilson Barroso), que nós chamamos de irregulares. Estão
voltando todos os delegados (afastados pelo presidente) e contrários a filiação
de Bolsonaro), está afastando Adilson e Ovasco Resende assume a presidência”,
afirmou Jorcelino Braga, secretário-geral do Patriota.

 

 

 

(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br

 

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