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O salto no crescimento da indústria
coloca Goiás em primeiro lugar no Brasil. O Estado ficou acima de Minas Gerais
(4,6%), Ceará (4,4%) e Rio de Janeiro (4,3%), além de ter superado São Paulo
(3,9%), Mato Grosso (3,4%) e Espírito Santo (2,1%).
“Avançamos na nossa capacidade
produtiva, industrial, empresarial e de resultados para a população”, afirma o
governador Ronaldo Caiado, que destaca os investimentos em infraestrutura e nas
políticas de atração de novas empresas para a continuidade das conquistas
alcançadas pelo Estado.
A indústria automobilística se
destacou com crescimento de 693% no mesmo período. Foi o terceiro aumento
consecutivo após 12 quedas seguidas. O resultado se deve às ações do Governo de
Goiás para fortalecimento do setor. Em novembro do ano passado, o governo
assinou protocolo de intenções com a Caoa, instalada no município de Anápolis,
para expansão das instalações e aumento de produção.
A Caoa projeta investimentos na ordem
de R$ 1,5 bilhão, o que garantiria a geração de mais de 2 mil empregos diretos
e outros 25 mil indiretos, além da forte contribuição para o crescimento da
indústria goiana, que se verifica agora nos números do IBGE.
O secretário de Indústria, Comércio e
Serviços, José Vitti, avalia esse resultado e diz que há espaço para registro
de mais crescimento. Ele aponta que a indústria de biocombustível aumenta sua
produção nesse período do ano, o que ajuda nos indicadores da indústria.
“Goiás tem uma indústria consolidada,
tanto a que vem da produção de biocombustíveis, bem como a de mineração,
fármacos e automóveis, entre outros itens. Todas ajudam no salto da nossa
produção industrial”, disse Vitti, que aproveitou para parabenizar o
empresariado goiano por mais essa conquista diante de um cenário de crise
econômica recorrente provocado pela pandemia.
Destaque também foi a indústria
extrativa, que registrou crescimento de 7,6% em maio, comparado com maio de
2020, com incremento da produção de ouro, ferroniobío e ferroníquel. Setores de
produção industrial química também apresentaram altas, a exemplo de produtos
minerais não-metálicos (19,6%) e outros produtos químicos (11,9%).
O registro da indústria goiana de
maio, na comparação com o mesmo mês de 2020, foi negativo (-0,3%), o que se
explica porque nesse mesmo período do ano passado parte do setor industrial
goiano, especialmente na produção de medicamentos e de alimentos, não paralisou
totalmente as atividades em decorrência das medidas sanitárias impostas em
razão da pandemia.
Segundo o IBGE, a produção da
indústria é calculada pela PIM-PF – Pesquisa Industrial Mensal Produção Física
– e reflete as alterações das quantidades de bens e serviços produzidos pela
indústria ao longo do tempo.
Secretaria
de Indústria, Comércio e Serviços (SIC)
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