Nesta sexta-feira vários pontos do DF serão de paralisações e protestos

foto: PMDF

Um mês e
seis dias depois de Brasília ser palco de 
depredações e
cenas de violência
, durante a manifestação #OcupaBrasília, vários
pontos do Distrito Federal recebem protestos contra as reformas trabalhista e
da Previdência nesta sexta-feira (30/6). Entidades sindicais e a Central Única
dos Trabalhadores (CUT) convocaram uma greve geral com mobilizações em todo o
país. No DF, metroviários, rodoviários, professores e bancários estão entre as
categorias que cruzarão os braços durante 24 horas. 
Sem ônibus e
metrô circulando, as faixas exclusivas foram liberadas
.

As
manifestações começaram cedo. Por volta das 6h, pneus foram queimados na
BR-020, na altura de Mestre D’Armas, em Planaltina. Segundo o Corpo de
Bombeiros, não havia pessoas no local. Mas a barricada prejudicou o trânsito no
sentido Plano Piloto. O fluxo de veículos ficou interditado por cerca de meia
hora, sendo liberado em seguida.

foto: Michael Melo 

A
paralisação foi mantida mesmo após duas decisões judiciais desta quinta
(29). À tarde, o juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal Cível do
DF, determinou
que, no mínimo, 30% da frota dos dois meios de transporte seja mantida em
circulação
. Ele estabeleceu, ainda, multa de R$ 2 milhões a cada
sindicato que descumprir a ordem. À noite, a Procuradoria-Geral do Distrito
Federal (PGDF) obteve liminar que elevou para 50% o percentual de veículos e
trens a serem mantidos funcionando.

Professores
da rede pública também não entrarão nas salas de aula. O sindicato da
categoria informou que vai se concentrar na Praça do Relógio, em Taguatinga, a
partir das 9h30. A categoria promoverá atos culturais e panfletagens contra as
reformas anunciadas pelo governo de Michel Temer (PMDB). Bancos não farão
atendimento, pois a categoria também aderiu à paralisação.

A
Universidade de Brasília (UnB) disse que as atividades da instituição estão
mantidas e que a adesão dos docentes é individual, ou seja, as aulas dependerão
da quantidade de professores dentro da universidade. Segundo a CUT,
também vão aderir à greve: servidores urbanitários, das telecomunicações,
dos correios, da saúde, do Judiciário e do MPU, além de comerciários, entre
outros.

Em nota, a
Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal
(Fecomércio-DF) pediu que os empresários locais não fechem lojas e empresas. A
justificativa é que “diante da atual crise política e econômica do país, os
comerciantes não podem perder a oportunidade de vendas em um dia útil”.

A Esplanada
dos Ministérios será fechada a partir da meia-noite desta sexta (30), segundo a
Secretaria de Segurança Pública. A pasta informou que polícias Civil e Militar,
Corpo de Bombeiros, Detran e demais órgãos da área estarão de prontidão durante
a greve geral.

Para fazer a segurança patrimonial dos ministérios,
a PM solicitou reforço da Força Nacional de Segurança (FNS). No começo da noite
desta quinta (29), o Ministério da Justiça confirmou que atenderá a solicitação
de envio da tropa federal, mas não revelou quantos homens da FNS atuarão nem o
período no qual protegerão as sedes dos órgãos federais.

Apesar de
não estarem marcadas grandes manifestações na Esplanada dos Ministérios, a
Polícia Militar anunciou na quarta-feira (28) que mais de 2,6
mil militares estarão espalhados pelo local
, divididos em dois
turnos de serviço. Todos os profissionais escalados farão uso de equipamentos
de proteção individual (EPIs), compostos por exoesqueleto, capacete, escudo e
cassetete. Será montado um cordão de isolamento em frente ao Congresso
Nacional.

O
policiamento especial começa às 7h. A partir desse horário, três linhas de
abordagem serão montadas nos viadutos de ligação entre as vias L2 Norte e Sul,
nos dois sentidos da via. Os pontos de abordagem serão organizados por meio de
oito baias de acesso cercadas por grades. Equipes especializadas (Rotam, BPCães
e CPMon) e Grupos Táticos Operacionais, auxiliarão na revista dos
manifestantes. Bolsas e mochilas serão vistoriadas. O acesso com armas brancas
ou de fogo, bebidas alcoólicas, garrafas de vidro e objetos como mastro de
bandeira, que podem sem transformados em armas, está proibido.

As passagens de carros pelas avenidas S1 e N1 estarão fechadas desde a
Rodoviária do Plano Piloto. Somente veículos oficiais estarão autorizados a
transitarem pela região nesse período e dois carros de som das centrais
sindicais terão acesso à Esplanada.

foto: Michael Melo

Todas
essas medidas fazem parte do Protocolo Tático Integrado, firmado no fim de
março por mais de 40 órgãos do Congresso Nacional e dos governos federal e
distrital. A expectativa dos organizadores é de que pelo menos cinco mil
pessoas estarão na Esplanada”.

No último grande protesto realizado em Brasília, em
24 de maio, manifestantes queimaram pneus e fecharam várias rodovias que cruzam
o Distrito Federal desde as primeiras horas da manhã. Para evitar que essas
cenas se repitam – e que vândalos cheguem em ônibus fretados ao quadrilátero,
principalmente, à Esplanada – o Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv) da
PMDF vai fiscalizar os veículos. Serão realizadas abordagens nas BRs 020, 040,
060 e 070.

(conteúdo
Metrópoles/redação JAL)

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