Três manifestações ocorrem em
paralelo na Esplanada dos Ministérios, na manhã desta terça-feira (17).
Integrantes do MST, motoristas de táxis e indígenas reivindicam interesses
distintos. De acordo com a Polícia Militar, os movimentos seguem pacífico e, até
o momento, não interferiram no trânsito, que segue fluindo normalmente.
Cerca de 1000 trabalhadores rurais
Sem Terra, segundo os organizadores, ocupam o Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão. A Polícia Militar contabiliza a participação de 400
manifestantes. Eles denunciam o desmonte da polícia de Reforma Agrária e
reivindicam a restituição de seus orçamentos.
“Queremos
pressionar o Governo Federal para restabelecer com prioridade o orçamento da
política agrária”, afirma Atiliana Brunetto, membro da coordenação nacional do
MST. Segundo ela, os trabalhadores querem “o descontingenciado do orçamento de
2017 e a recomposição para o de 2018”.
O
Ministério do Planejamento informou já ter tomado as medidas cabíveis e
solicitou, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), liminar de reintegração
de posse à Justiça. A portaria foi bloqueada pelos manifestantes, impedindo
servidores de ingressarem no prédio. Um funcionário tentou forçar a entrada no
prédio e foi impedido pelos manifestantes e pela Polícia Militar.
Taxistas
Aproximadamente
350 taxistas de todo o Brasil, segundo a Polícia Militar, estacionaram em duas
faixas das vias S1 e N1, próximo ao Congresso Nacional. Eles cobram a
regulamentação dos aplicativos de transporte como Uber e Cabify. Os motoristas
fizeram uma carreata, saindo do Aeroporto de Brasília até a área central de
Brasília, onde estão estacionados desde então.
Indígenas
Dois ônibus transportando ao
menos 70 índios partiram do Jardim Ingá (GO) para a área central de Brasília,
por volta das 7h desta terça. Por volta das 12h, eles ocupavam o anexo 2 da
Câmara dos Deputados para acompanhar matérias de interesse indígenas nas
comissões.
(J.Br/Fotos divulgação/redação JAL)


