A médica de 27 anos, brutalmente agredida pelo namorado fisiculturista Pedro Camilo Garcia, de 24 anos, segue em recuperação e deve passar por uma nova cirurgia para enxerto ósseo na face. Ela afirma não se lembrar do crime.
Apesar de já ter tido alta hospitalar, a vítima continua em tratamento ambulatorial, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar composta por profissionais de bucomaxilo, fisioterapia, neurologia, psiquiatria e psicologia.
Até agora, a jovem passou por cirurgias no nariz, olhos, arcada dentária e seios da face. A próxima intervenção depende do resultado de uma tomografia 3D, que indicará a necessidade do enxerto.
🟥 “SAÍ DE MIM”, DIZ AGRESSOR
Durante audiência de custódia realizada em 15 de julho, Pedro Camilo teve a prisão convertida em preventiva. Ele compareceu ao Fórum de Santos com o braço enfaixado — o mesmo com que agrediu a companheira. Ao juiz, declarou:
> “Não sei, senhor… saí de mim, não lembro exatamente”.
Pedro afirmou que mantinha um relacionamento estável com a médica há quase dois anos e que os dois moravam na casa do pai dela, em Santos. Também confessou o uso de anabolizantes e medicamentos controlados, por conta de problemas psiquiátricos.
Ele alegou não lembrar como fraturou o próprio braço durante as agressões.
Esse caso é um retrato brutal da violência que muitas mulheres enfrentam dentro de relacionamentos aparentemente estáveis. A frieza do agressor ao dizer que “saiu de si” não apaga a gravidade do crime nem os traumas físicos e psicológicos causados. A sociedade precisa cobrar justiça e, mais do que isso, garantir apoio real às vítimas — inclusive no longo e doloroso processo de recomeço.ValdivinodeoliveiraDRT001423/GOfotodivulgaçao
- Por: Redação - Valdivino de Oliveira
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