A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de decretar prisão domiciliar contra o ex-presidente Jair Bolsonaro provocou uma reação imediata e contundente da oposição. Parlamentares aliados, governadores e lideranças do PL classificaram a medida como abuso de autoridade, perseguição política e uma tentativa de calar a direita no Brasil.
No Congresso, deputados bolsonaristas protocolaram moções de repúdio e organizaram atos simbólicos em comissões da Câmara. Para eles, Bolsonaro está sendo tratado como culpado antes do julgamento, o que fere o princípio da presunção de inocência.
> “Estamos vivendo uma ditadura da toga. A Justiça se tornou instrumento de perseguição política”, declarou o deputado Zucco (PL-RS).
Governadores aliados, como Romeu Zema (MG) e Jorginho Mello (SC), também se manifestaram contra a decisão. Para Zema, proibir Bolsonaro de falar com seus próprios filhos ou de se comunicar com o público é um sinal claro de autoritarismo judicial.
A defesa do ex-presidente classificou a decisão como “desproporcional e sem fundamento técnico”. Afirmou que Bolsonaro jamais violou medidas cautelares e que há uma tentativa clara de excluí-lo do cenário político de 2026.
Enquanto isso, o STF sustenta que Bolsonaro descumpriu reiteradamente ordens judiciais, mantendo influência sobre redes sociais e articulando com investigados — o que justificaria a medida mais dura.
A situação acendeu o alerta na oposição, que agora articula reações dentro e fora do Congresso, incluindo uma possível ofensiva contra o próprio Moraes.
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- Por: Redação - Valdivino de Oliveira
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