A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pede a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, foi recebida com revolta por lideranças do PL em Goiás. Parlamentares locais acusam a Justiça de agir com “dois pesos e duas medidas” e falam em tentativa de “eliminação política” do ex-chefe do Executivo.
Para o deputado federal Gustavo Gayer, presidente do PL em Goiânia, a ação da PGR é mais uma etapa de um “teatro judicial” contra Bolsonaro. “Nosso partido segue firme e fortalecido, pois sabemos que esse pedido da PGR não é algo inesperado. Tudo faz parte do teatro. Quando o enredo é superficial e não tem fundamento, a gente já sabe qual será o capítulo final”, disparou.
O vereador Oseias Varão, secretário-geral do diretório, também fez coro às críticas e classificou o cenário como “ditadura togada”. Para ele, as denúncias servem como combustível para mobilizar a base bolsonarista rumo às eleições de 2026.
Gayer ainda acusou o Ministério Público de omissão em outros casos, citando o que chama de “o maior esquema de corrupção contra aposentados da história”, em referência aos prejuízos bilionários dos fundos de pensão na era petista. “Não há interesse em investigar isso. O foco é apenas Bolsonaro”, concluiu.
Se for condenado, o ex-presidente pode pegar até 43 anos de prisão, pena considerada exagerada por aliados e que reforça a narrativa de perseguição política adotada pelo grupo bolsonarista.
A reação das lideranças do PL em Goiás mostra que a denúncia da PGR contra Bolsonaro vai além do campo jurídico — ela já está sendo usada como ferramenta de mobilização política. O tom de enfrentamento adotado por nomes como Gustavo Gayer reforça a estratégia bolsonarista de transformar acusações judiciais em narrativa de perseguição, fortalecendo a militância para 2026. Ao mesmo tempo, o ataque à “seletividade” da Justiça revela a polarização extrema que ainda domina o debate político brasileiro.ValdivinodeoliveiraDRT001423/GOFOTODIVULGAÇAO
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