Uma investigação sobre o roubo de aposentadorias e pensões do INSS revelou um esquema milionário envolvendo uma funerária que teria recebido pagamentos indevidos em nome de cerca de 9 mil pessoas já falecidas. A apuração aponta que os valores foram desviados por meio de contas ligadas à empresa, mantendo benefícios ativos mesmo após a morte dos beneficiários.
O que mais chama atenção é que a funerária suspeita tem ligação com um político filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo fontes ligadas à investigação, esse envolvimento político pode ter facilitado o acesso a informações privilegiadas e à manipulação de cadastros no sistema da Previdência.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) atuam em conjunto para apurar o caso, que já é tratado como fraude previdenciária, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Documentos, extratos bancários e comunicações eletrônicas estão sendo analisados para confirmar o papel de cada envolvido.
O suposto envolvimento de figuras políticas deve intensificar os desdobramentos do caso, que poderá ter impactos também no cenário institucional e partidário.
O uso criminoso de uma funerária para manter benefícios de mortos ativos no INSS, especialmente com possível proteção política, é mais do que um escândalo administrativo — é um ataque à credibilidade da máquina pública. O envolvimento de nomes ligados ao PT exige respostas rápidas e transparentes para que a Justiça não pareça seletiva nem omissa.ValdivinodeoliveiraDRT001423/GOFOTODIVULGAÇAO