O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou em entrevista à GloboNews, nesta segunda-feira (18), que sua candidatura à Presidência da República em 2026 é irreversível. Segundo ele, disputará o primeiro turno, mesmo sem contar, até o momento, com o apoio declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em conversa com a jornalista Andreia Sadi, Caiado explicou sua decisão:
“O jogo político é por aí. Você não tem reserva de mercado, só pode ser A, só pode ser B. Todos que quiserem se colocar no jogo podem se colocar. Esse é o jogo democrático. Quem tiver mais competência e mais capacidade de voto, que chegue ao 2º turno”, afirmou.
O governador defendeu que a direita lance o maior número possível de candidaturas:
“Não pode mais pairar nenhuma dúvida em relação a esse assunto. Isso não existe. Todos nós somos pré-candidatos. Nenhum outro candidato neste momento vai criar uma situação de cancelamento de outras pré-candidaturas. A gente tem que respeitar o primeiro turno”, declarou.
Para Caiado, a tentativa de unir a centro-direita em torno de um único nome já no início da disputa seria um erro estratégico:
“Não existe esse candidato universal. Por isso é importante que a centro-direita tenha três, quatro candidatos, e que no segundo turno possamos ter essa aglutinação de forças. Se sairmos com um candidato só, estaremos fazendo o jogo do Lula. Ele vai implodir esse candidato. Você sabe que ele não tem limites com a máquina de governo e com o poder para atropelar todas as estruturas de quem quer que seja pré-candidato sozinho”, alertou.
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