Mike Pence, que chegou no domingo a Coreia do Sul, visitou nesta
segunda-feira a fronteira entre as duas Coreias, uma das zonas mais
militarizadas do planeta
Em Seul na Coreia do Sul, o vice-presidente dos Estados
Unidos, Mike Pence, recomendou nesta segunda-feira (17/4) a Coreia do Norte a
não testar a “determinação” do presidente americano Donald Trump em
relação ao programas balísticos e nucleares de Pyongyang.
“Nas últimas duas semanas, o
mundo testemunhou a força e a resolução de nosso novo presidente durante operações
que aconteceram na Síria e no Afeganistão”, afirmou Pence, em referência ao
bombardeio americano contra uma base aérea do regime sírio e ao lançamento de
uma superbomba contra jihadistas no Afeganistão.
“A Coreia do Norte faria bem
em não testar sua resolução ou a potência das Forças Armadas dos Estados Unidos
nesta região”,
completou em uma entrevista coletiva em Seul. Trump, que na quinta-feira
prometeu que o “problema” norte-coreano seria “tratado”, já
havia anunciado o envio à península coreana do porta-aviões Carl Vinson,
escoltado por três navios lança-mísseis, e citou uma “frota” de
submarinos.
O número
dois do regime norte-coreano respondeu no sábado que seu país estava pronto
para “responder a uma guerra total com uma guerra total” e “a
qualquer ataque nuclear com um ataque nuclear a nossa maneira”. Mike
Pence, que chegou no domingo a Coreia do Sul, visitou nesta segunda-feira a
fronteira entre as duas Coreias, uma das zonas mais militarizadas do planeta.
Durante a
visita a Panmunjon, Pence afirmou que Washington não descarta nenhuma opção em
relação ao regime norte-coreano. Washington quer instalar a segurança “por meios pacíficos, mediante
negociações. Mas todas as opções estão sobre a mesa e continuamos ao lado do
povo da Coreia do Sul”, afirmou na localidade em que foi assinado o
cessar-fogo em 1953.
Também
advertiu que “a era da paciência
estratégica acabou. “Aniquilaremos qualquer ataque e apresentaremos uma
resposta esmagadora e eficaz ante qualquer uso de armas convencionais ou
nucleares”, afirmou o vice-presidente americano, antes de pedir à
comunidade internacional que pressione a Coreia doNorte.
“É animador ver a China
comprometer-se neste sentido”, disse Pence durante a entrevista coletiva ao lado
do presidente sul-coreano interino, Hwang Kyo-ahn. “Mas os Estados Unidos estão preocupados com as represálias
econômicas da China contra a Coreia do Sul, depois que esta adotou medidas
apropriadas de defesa”, completou.
A
declaração foi uma referência às medidas adotadas por Pequim em resposta ao
envio do escudo antimísseis americano THAAD à Coreia do Sul. Washington e Seul
desejam acelerar a instalação do escudo.
Pequim, irritada com a instalação
nas proximidades de seu território de um dispositivo americano, que considera
uma ameaça a seus interesses, forçou o fechamento de dezenas de lojas
sul-coreanas na China. Para Seul, a medida é uma represália ao THAAD.
(CB)
