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Vale
lembrar, uma das
pautas dos manifestantes pró-governo federal no feriado do Dia da Independência
era o voto impresso auditável. Barroso lembrou, também, que
o próprio Congresso rejeitou a PEC do voto impresso e reforçou que as urnas são seguras
e auditáveis em dez camadas.
“Começa
a ficar cansativo no Brasil ter que desmentir falsidade”, disse Barroso em
trecho do discurso. “A democracia vive momento delicado em diferentes partes do
mundo. (…)” Após citar diversos países, ele afirmou que a democracia nessas
nações se deu por líderes políticos eleitos pelo voto popular, “que em seguida,
medida por medida, desconstruíram os pilares que sustentam a democracia e
pavimentando o caminho para o autoritarismo”.
E ainda: “Quando esse debate é
contaminado por discursos de ódio, campanhas de desinformação e teorias
conspiratórias infundadas, a democracia é aviltada. O slogan para o momento
brasileiro, ao contrário do propalado, parece ser: ‘conhecerás a mentira e a
mentira te aprisionará’.”
Barroso
fala de populismo, extremismo e autoritarismo
Ele
citou, ainda, como fenômenos em curso em diferentes partes do mundo têm
impactado a democracia: populismo, extremismo e autoritarismo. “O populismo vive de arrumar
inimigos para justificar o seu fiasco. Pode ser o comunismo, a
imprensa ou os tribunais.”
Sobre
o extremismo, ele citou a intolerância e a não aceitação do outro. “O
esforço para desqualificar ou desconstruir o que pensa diferente. Tem se valido
de campanhas de ódio e desinformação.”
Por
fim, ele citou o autoritarismo, “fenômeno que sempre assombrou o nosso continente. (…) Em democracias recentes, parte das novas gerações já não tem os registros das
ditaturas, com seu cortejo de intolerância, violência e perseguições. Por isso
muitas vezes as novas gerações são presas fáceis de discursos autoritários.”
Ainda sobre este último, ele afirma que deslegitimar o vencedor de eleições e tentar desacreditar o sistema eleitoral é
característica do autoritarismo.
STF
também se manifestou ao discurso de 7 de setembro de Bolsonaro
Presidente
do STF, Fux também reagiu ao discurso de Bolsonaro. O ministro disse que o presidente
Bolsonaro incentiva palavras de ódio contra o supremo e seus membros, e
classificou esses atos como práticas ilícitas e intoleráveis. O
jurista comentou não só sobre os atos de 7 de Setembro, mas também acerca de
uma postura recorrente do gestor federal. “Ninguém fechará essa corte”, foi enérgico.
“Crítica
institucional não se confunde com narrativas de descredibilização do STF e seus
membros, como tem
sido feito pelo chefe da nação “, declarou e garantiu: “Esse
Poder jamais aceitará ameaças e intimidações.”
Fux
pediu, ainda, que a população não caia em narrativas falsas e messiânicas. “O
verdadeiro patriota não fecha os olhos para problemas reais do País.” De acordo
com ele, ideias antidemocráticas se enquadram em crimes de responsabilidade que
devem ser analisados pelo Congresso.
Apesar
disso, o presidente
do STF ressaltou que todas as capitais do País e diversas cidades tiveram
cidadãos em atos pró e contra o presidente nas ruas, mas sem o
registro de incidentes graves.
Bolsonaro
Na
Esplanada, em Brasília, na terça (7), o mandatário repetiu que “não
devemos aceitar nada fora das 4 linhas da Constituição”. E acrescentou: “Não
aceitaremos mais prisões políticas. Cada chefe de poder que enquadre o seu ou
tomaremos uma atitude. Juramos respeitar a CF. Quem age fora dela ou se
enquadra ou pede pra sair. Uma nova história começa a ser escrita no Brasil.”
Em
nova ameaça ao Supremo
Tribunal Federal (STF), ele pediu ao ministro Luiz Fux
para enquadrar Alexandre de Moraes: “Quem age fora da constituição, ou se
enquadra ou pede pra sair!”.
(MaisGoiás) www.jornalaguaslindas.com.br
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